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Despacho

Moraes autoriza visita de familiares a Bolsonaro durante campanha de Michelle

Ministro, no entanto, negou retorno de assessores do ex-presidente que tiveram acusação arquivada.
Ministro, no entanto, negou retorno de assessores do ex-presidente que tiveram acusação arquivada. (Foto: Andre Borges/EFE)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou visitas periódicas de parentes de Jair Bolsonaro (PL) à sua casa para que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) possa participar de atos em sua campanha ao Senado pelo Distrito Federal. O despacho é desta terça-feira (8).

A autorização, para visitas às quartas-feiras e sábados das 8h às 16h, por no máximo duas horas, contempla:

  • Renato Bolsonaro, irmão de Jair Bolsonaro;
  • Vicente de Paulo Reinaldo, pai de Michelle;
  • Maisa Torres Antunes, madrasta de Michelle;
  • Geovanna Kathleen Ferreira Lima, meia-irmã de Michelle;
  • Suyane Lanuze Ferreira Lima, meia-irmã de Michelle;

Renato é candidato a deputado federal pelo PL de São Paulo. Moraes já havia proibido Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-eleitoral durante a campanha. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho, advogado do ex-presidente e candidato à Presidência, está submetido a uma restrição específica de visitas após divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai.

Para o ministro, a concessão é "razoável e compatível com os princípios constitucionais da eficiência e da celeridade processual". Advertiu, no entanto, que as visitas deverão obedecer às normas da unidade prisional que cuida do cumprimento da prisão domiciliar humanitária.

Moraes nega inclusão de assessores na equipe permanente

O despacho, porém, não é totalmente favorável ao ex-presidente. O capitão da reserva do Exército Sérgio Rocha Cordeiro e o ex-sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Max Guilherme Machado de Moura foram incluídos no inquérito que apurava uma suposta falsificação do cartão de vacinação de Bolsonaro. Em junho, o Ministério Público Federal (MPF) arquivou as acusações contra eles. Mesmo assim, Moraes não autorizou que eles integrem a lista de profissionais de rotina na residência.

Cordeiro foi assessor parlamentar de Bolsonaro na Câmara, depois assessor especial durante a Presidência e passou à equipe de apoio ao ex-presidente. Também atuou em funções ligadas a segurança e inteligência. De acordo com o portal da Transparência, ele ainda faz parte da equipe de assessores de Bolsonaro e recebeu, em junho, um salário líquido de R$ 14,9 mil.

Moura também apoia Bolsonaro desde o período em que ele era deputado e já integrou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Foi candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2022, mas acabou não se elegendo. Em julho, recebeu R$ 7,3 mil líquido.

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