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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou visitas periódicas de parentes de Jair Bolsonaro (PL) à sua casa para que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) possa participar de atos em sua campanha ao Senado pelo Distrito Federal. O despacho é desta terça-feira (8).
A autorização, para visitas às quartas-feiras e sábados das 8h às 16h, por no máximo duas horas, contempla:
- Renato Bolsonaro, irmão de Jair Bolsonaro;
- Vicente de Paulo Reinaldo, pai de Michelle;
- Maisa Torres Antunes, madrasta de Michelle;
- Geovanna Kathleen Ferreira Lima, meia-irmã de Michelle;
- Suyane Lanuze Ferreira Lima, meia-irmã de Michelle;
Renato é candidato a deputado federal pelo PL de São Paulo. Moraes já havia proibido Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-eleitoral durante a campanha. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho, advogado do ex-presidente e candidato à Presidência, está submetido a uma restrição específica de visitas após divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai.
Para o ministro, a concessão é "razoável e compatível com os princípios constitucionais da eficiência e da celeridade processual". Advertiu, no entanto, que as visitas deverão obedecer às normas da unidade prisional que cuida do cumprimento da prisão domiciliar humanitária.
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O despacho, porém, não é totalmente favorável ao ex-presidente. O capitão da reserva do Exército Sérgio Rocha Cordeiro e o ex-sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Max Guilherme Machado de Moura foram incluídos no inquérito que apurava uma suposta falsificação do cartão de vacinação de Bolsonaro. Em junho, o Ministério Público Federal (MPF) arquivou as acusações contra eles. Mesmo assim, Moraes não autorizou que eles integrem a lista de profissionais de rotina na residência.
Cordeiro foi assessor parlamentar de Bolsonaro na Câmara, depois assessor especial durante a Presidência e passou à equipe de apoio ao ex-presidente. Também atuou em funções ligadas a segurança e inteligência. De acordo com o portal da Transparência, ele ainda faz parte da equipe de assessores de Bolsonaro e recebeu, em junho, um salário líquido de R$ 14,9 mil.
Moura também apoia Bolsonaro desde o período em que ele era deputado e já integrou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Foi candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2022, mas acabou não se elegendo. Em julho, recebeu R$ 7,3 mil líquido.




