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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta quarta-feira (6), a entrada da cozinheira da família Bolsonaro na casa em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar. Como ocorre em outros casos, porém, o magistrado impôs uma condição: o celular da funcionária ficará confiscado pelos policiais durante o trabalho.
"Para a pessoa autorizada pela presente decisão também deverá ser realizada vistoria prévia, sendo que celulares ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos deverão ficar em depósito com os agentes policiais que estiverem realizando a segurança", diz a decisão.
O pedido foi protocolado no mesmo dia, com a finalidade, segundo a defesa, de "viabilizar o acesso diário da funcionária à residência, em razão das atividades laborais por ela regularmente desempenhadas no imóvel".
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Antes disso, a defesa havia solicitado também a entrada do irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Carlos Eduardo Antunes Torres, para atuar como cuidador. O pedido, no entanto, foi negado, sob a justificativa de que ele não possui formação na área da saúde.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, mas obteve regime domiciliar humanitário para se recuperar de uma broncopneumonia. Agora, faltam menos de dois meses para que Moraes decida se mantém o benefício ou se o ex-presidente volta para o 19º Batalhão de Polícia Militar de Brasília, conhecido como "Papudinha".
Agora, Bolsonaro e outros condenados por crimes contra a democracia aguardam a promulgação da lei da dosimetria, cujo veto do presidente Lula (PT) foi derrubado pelo Congresso. Com isso, a pena do ex-presidente pode passar a dois anos e quatro meses, mas tudo depende do novo cálculo da Primeira Turma.








