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Após laudo

Moraes manda Exército destruir 7 armas de Bolsonaro

Decisão deixa de fora pistola apreendida com agente do GSI durante Blitz que iniciou controvérsia.
Decisão deixa de fora pistola apreendida com agente do GSI durante Blitz que iniciou controvérsia. (Foto: Andre Borges/EFE)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o Exército destrua sete armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que foram apreendidas após o episódio envolvendo um de seus agentes de segurança. A decisão foi publicada nesta terça-feira (1º) e atende a uma sugestão da Procuradoria-Geral da República (PGR). Antes disso, o Comando de Operações Especiais deve produzir um laudo.

Moraes aplicou uma regra do Código Penal que estabelece que instrumentos utilizados na prática de um crime passam a ser da União. Nesse caso, como um dos crimes imputados é o de organização criminosa armada, haveria a aplicação do dispositivo.

"Nessa perspectiva, os armamentos apreendidos, empregados ou destinados à atuação da associação criminosa armada qualificam-se como instrumentos do crime e sujeitam-se ao confisco como efeito da condenação", completa.

A controvérsia envolvendo o arsenal do ex-presidente começou na noite de 15 de junho de 2026. Uma blitz parou o carro funcional em que estava o sargento Estácio Leite da Silva Filho. Ele estava lotado no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e fazia parte da equipe de segurança a que Bolsonaro tem direito como ex-presidente.

Ao perceber que a Glock 9 mm no assoalho do carro foi notada, o militar fechou repentinamente o vidro do veículo, pelo que o policial abriu a porta e a recolheu. Questionado, o sargento disse que a arma estava em seu nome, mas uma consulta acabou desmentindo a informação. Indagado novamente, ele assumiu que a arma era de Bolsonaro.

A versão do ex-presidente e a do militar em depoimento coincidiram: Bolsonaro teria identificado uma falha e Estácio teria se oferecido para consertá-la, comprometendo-se a devolver no dia seguinte.

O episódio ocorreu às vésperas de encerrar o prazo de 90 dias que Moraes concedeu para que Bolsonaro ficasse em casa e se recuperasse do quadro de broncopneumonia. Com isso, ficou em suspenso se o benefício seria renovado, o que acabou acontecendo.

Mesmo assim, Moraes mandou localizar e apreender dez armas registradas em nome do ex-presidente. Uma espingarda estava em um galpão em Caxias do Sul (RS), enquanto a Glock 9mm permaneceu em poder da Polícia Civil do Distrito Federal, para a conclusão do inquérito.

Duas espingardas Caracal, no entanto, não foram mencionadas na decisão, que lista sete armas:

  1. Espingarda Maestro Arms Company calibre 12 GA (uso permitido); - apreendida no Rio Grande do Sul;
  2. Pistola Forjas Taurus calibre .380 Automatic (uso permitido);
  3. Pistola Forjas Taurus calibre .40 Smith & Wesson (uso restrito);
  4. Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62x51 mm (uso restrito);
  5. Espingarda Typhoon calibre 12 GA (uso restrito);
  6. Pistola Arex calibre 9x19 mm Parabellum (uso restrito);
  7. Pistola SIG-Sauer calibre 9x19 mm Parabellum (uso restrito);

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