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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou a inclusão do irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Carlos Eduardo Antunes Torres, como cuidador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão é desta quarta-feira (15).
O ministro já havia, em decisão anterior, solicitado que a defesa informasse se Torres possui qualificação técnica como enfermeiro ou auxiliar de enfermagem. Os advogados, então, informaram que a intenção era de auxílio à família, e não de suporte técnico.
"Não há justificativa para exceção em relação a Carlos Eduardo Antunes Torres, quando a própria defesa admite não ser profissional da área da saúde e que sua presença não se destina a cuidados médicos diretos ao apenado, mas sim ao auxílio em tarefas domésticas e familiares. Mesmo porque, além dos funcionários da própria residência, o custodiado encontra-se 24 horas por dia com seguranças fornecidos pelo próprio Estado brasileiro", argumenta Moraes.
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Bolsonaro conseguiu prisão domiciliar humanitária por 90 dias, para que se recupere de um quadro de broncopneumonia. A equipe médica ainda avalia a necessidade de uma cirurgia no ombro direito. Moraes ressaltou a necessidade de um "controle rigoroso sobre quem acessa a residência
do custodiado". O ex-presidente foi à prisão pela primeira vez após derreter a base de sua tornozeleira eletrônica com ferro de solda, o que motivou o ministro a apontar risco de fuga. Outro motivo foi a realização de uma vigília pelo senador e agora pré-candidato à Presidencia Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O filho mais velho de Bolsonaro tem acesso livre à prisão domiciliar. Advogado, Flávio se registrou como parte da defesa do ex-presidente. Com isso, ele obtém a interlocução direta para a articulação da pré-campanha presidencial.








