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Suspensão parcial

Moraes rejeita ação da Câmara sobre julgamento de Ramagem

Câmara alegou que Primeira Turma violou separação de poderes ao suspender apenas parte de ação contra Ramagem.
Câmara alegou que Primeira Turma violou separação de poderes ao suspender apenas parte de ação contra Ramagem. (Foto: Ton Molina/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou uma ação da Câmara dos Deputados contra a decisão da Primeira Turma que suspendeu parcialmente uma resolução em favor do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL). A decisão é desta terça-feira (24).

Na resolução, a Câmara determinava a suspensão do processo do suposto golpe em relação ao então deputado federal. A Primeira Turma, porém, entendeu que a Casa só teria poder sobre os atos supostamente praticados após a diplomação.

Com isso, a ação foi suspensa em relação aos crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, uma vez que estão associados aos atos de 8 de janeiro em Brasília. Ramagem, com isso, respondeu pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. Ele está nos Estados Unidos e enfrenta um processo de extradição.

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Câmara alega invasão de poderes

Moraes alegou que tipo de processo escolhido não é o adequado. Moraes alegou que tipo de processo escolhido não é o adequado. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

A Câmara argumentou que a Suprema Corte invadiu seus poderes ao "desconsiderar a natureza continuada ou permanente das infrações imputadas", ou seja, uma vez que a acusação seria sobre crimes que se prolongam, a suspensão deveria ser total.

Para o ministro, houve um erro no tipo de processo escolhido para questionar a decisão, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. O magistrado ainda entendeu que, no caso, a Primeira Turma deve ser considerada equivalente ao Plenário, o que invalidaria o acionamento da Corte contra si própria por meio de outro processo, e não por um recurso. Com isso, o ministro não determinará a manifestação dos envolvidos e não enviará o caso para o Plenário.

Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão, como parte do mesmo núcleo em que estava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão. Após perder o mandato, a Justiça retomou o processo pelos crimes relacionados ao 8 de janeiro.

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