O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que transportou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ministros ao México teve uma pane nesta sexta (29) que fez atrasar o retorno ao Brasil. A viagem, iniciada na última terça (26), foi realizada para ampliar as relações comerciais entre os dois países e teve a presenta dos ministros Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Carlos Fávaro (Agricultura).
De acordo com um comunicado do Palácio do Planalto, a aeronave apresentou falhas em uma de suas mangueiras semi-hidráulicas durante uma parada em Cali, na Colômbia, após um pouso programado para reabastecimento.
“Embora a aeronave apresentasse condições de seguir em direção ao Brasil, a Força Aérea, como medida de cautela, recomendou que o vice-presidente estendesse sua parada até que outra aeronave fosse deslocada do Brasil para completar a missão. Uma nova aeronave decolou da Base Aérea de Brasília às 10h para buscá-los”, afirmou o governo ressaltando que todos os membros da comitiva estão bem e em segurança.
O governo não informou a que horas a segunda aeronave da FAB chegará à cidade colombiana, mas disse que o pouso em Brasília está previsto para às 21h.
Uma apuração recente apontou que a FAB vem tendo dificuldades de realizar a manutenção da frota de aviões por falta de dinheiro, principalmente após o bloqueio de R$ 2,6 bilhões do orçamento do Ministério da Defesa em junho. Informações apontam que sete dos dez aviões para uso oficial estava paradas por falta de combustível e de manutenção, com apenas três em operação.
“As restrições orçamentárias ora enfrentadas impactam não apenas o reabastecimento das aeronaves, mas todo o ciclo de operação e manutenção da frota”, afirmou a FAB em nota.
Ainda segundo a FAB, esses efeitos “incluem limitações na aquisição de lubrificantes, peças de reposição e na realização de reparos em motores, o que compromete a plena disponibilidade dos meios, trazendo dificuldades ao cumprimento da missão”.
Durante a visita ao México, Alckmin se encontrou com a presidente Claudia Sheinbaum e assinou acordos de cooperação, mas não conseguiu um tratado de livre comércio entre os dois países. Entre eles, está o desenvolvimento e produção de vacinas e terapias baseadas na tecnologia de RNA mensageiro. Há a expectativa de se avançar em negócios com a Embraer e na produção de etanol.
A visita ao México foi organizada pelo governo brasileiro como parte dos esforços para compensar a queda das exportações brasileiras para os Estados Unidos após a entrada em vigor do tarifaço de 50% no começo do mês, imposto pelo presidente Donald Trump.
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