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A revelação nesta terça-feira (1º) de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria trocado mensagens com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro e que teria editado a minuta do contrato milionário do escritório de advocacia da sua esposa, Viviane Barci, com o empresário viraram alvos de críticas e pedidos de impeachment por parte de deputados e senadores.
Apurações dos jornais Estadão e O Globo mostraram que Moraes visualizou e fez alterações no documento que levou à contratação de Viviane e sua equipe para defender os interesses de Vorcaro com pagamentos que chegariam a R$ 131 milhões. Destes, R$ 80 milhões foram efetivamente pagos até a primeira prisão do empresário, em novembro do ano passado.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para preservar os arquivos originais da investigação. De acordo com ele, se a apuração for confirmada, o Senado precisará “enfrentar” o impeachment de Moraes.
“Se a perícia confirmar participação incompatível com o exercício do cargo e os demais elementos apontarem responsabilidade, para mim haverá um caminho político inevitável: o Senado terá que enfrentar o pedido de impeachment. Não dá mais para empurrar fatos dessa gravidade para debaixo do tapete”, disse Viana.
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Além de Carlos Viana, o deputado federal Marcel Van Hatten (Novo-RS) afirmou que irá protocolar com urgência um novo pedido de impeachment de Moraes e de prisão preventiva.
“Chega de impunidade nesse país! Ninguém pode se achar intocável”, pontuou.
O pedido de Van Hatten se baseia em uma outra apuração revelada pelo site Metrópoles de que Vorcaro supostamente teria trocado mensagens com Moraes envolvendo também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
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Essa troca de mensagens teria ocorrido antes da primeira prisão de Vorcaro, possivelmente entre setembro e outubro de 2025. O banqueiro teria pedido ao interlocutor que reforçasse junto a “Andrei” e “Paulo”, nomes posteriormente associados pela PF a Andrei Rodrigues e Paulo Gonet, a importância de evitar que subordinados das duas instituições tomassem qualquer medida que, nas palavras atribuídas a Vorcaro, pudessem gerar problemas para ele, sob o argumento de que, caso isso ocorresse, “aí vai tudo pro saco”.
Esta revelação levou Mendonça a determinar explicações à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o suposto pedido de proteção. Na prática, a suspeita dos investigadores é que Vorcaro pode ter pedido a Moraes que intervisse com Andrei e Gonet para sua proteção no contexto do que seriam as investigações do Caso Master.
Segundo fontes a par das apurações, haveria nas conversas detalhes sobre a situação já crítica vivida pela instituição financeira que estava na iminência de ser liquidada pelo Banco Central. Mendonça também quer esclarecimentos sobre o contexto do envio da mensagem e se haveria motivos para investigar um possível movimento de proteção ao banqueiro partindo de dentro da Corte e direcionado à PGR e à PF.









