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A Superintendência da Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte concluiu que Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", cometeu suicídio na prisão no dia 6 de março. O laudo será entregue pessoalmente ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça nesta quinta-feira (13) pelo superintendente em Belo Horizonte, Richard Murad Macedo. As informações são dos portais G1, Metrópoles e UOL. A Gazeta do Povo entrou em contato com o órgão e aguarda retorno.
A demora em uma resposta oficial do Estado sobre a causa da morte gerou apreensão na família. A defesa chegou a emitir uma nota em que expressou incômodo com a ausência de acesso aos autos da investigação, incluindo imagens das câmeras de segurança do presídio que poderiam ajudar a elucidar os fatos. As câmeras foram analisadas pelos investigadores para a conclusão pelo suicídio.
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Mourão é apontado pela investigação como integrante de uma espécie de milícia privada, responsável por promover a imagem dos negócios de Vorcaro e silenciar opositores. A morte, ocorrida logo após as revelações e a prisão, gerou suspeitas, inclusive da família, de que poderia tratar-se de queima de arquivo.
O envio do relatório ocorre em paralelo a outro avanço no caso: o plenário virtual da Segunda Turma julga se confirma ou derruba a decisão monocrática de Mendonça que prendeu o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O voto de Mendonça em favor da própria decisão já foi acompanhado pelo ministro Luiz Fux. Com o ministro Dias Toffoli fora do caso, por ter se declarado suspeito, falta apenas um voto - podendo ser de Gilmar Mendes ou Nunes Marques - para que o colegiado forme maioria.








