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Programas de cannabis medicinal

Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha por corrupção e tráfico de influência

No Congresso, a relação de Lulinha com o "Careca do INSS" também foi alvo de questionamentos. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça autorizou a Polícia Federal (PF) a abrir um inquérito sobre o empresário Fábio Luis da Silva, filho do presidente Lula. A corporação deseja apurar os crimes de corrupção e tráfico de influência. A notícia foi antecipada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela Gazeta do Povo. A defesa de Lulinha classificou a iniciativa como “pesca probatória”.

Segundo a reportagem, as suspeitas que pairam sobre Lulinha não estariam mais relacionadas ao desvio de aposentadorias no INSS, mas a um suposto esquema de tráfico de influência relativo à comercialização de cannabis medicinal em programas do Ministério da Saúde. Mendonça recebeu na quarta-feira e autorizou o pedido do inquérito, confirmaram fontes ligadas à investigação nesta quinta-feira (30).

Favorecimento ao Careca do INSS

As suspeitas dariam conta de uma interferência do filho do presidente para favorecer a empresa World Cannabis, ligada a Antonio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", por meio de sua amiga Roberta Luchsinger. Até o momento, só havia sido confirmada uma viagem de Lulinha a Portugal bancada pelo Careca do INSS.

O advogado de Roberta, Bruno Ribeiro, chamou o pedido de investigação de uma “tentativa de melhor de três”. “Quando não se encontra nada na primeira, tenta-se novamente até conseguir algum elemento que possa ser explorado politicamente. Não faz o menor sentido reabrir uma investigação que já havia sido finalizada, a não ser para poder explorar isso politicamente”, declarou.

A possível investigação também foi criticada pelo advogado do filho do presidente. “Ele não foi ouvido, não temos conhecimento deste inquérito. O que parece é que tentaram de um lado, não deu, e agora tentam de outro”, analisou o advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, que também é coordenador da campanha de Lula pela reeleição.

Para Guilherme Suguimori, que também integra a equipe de Lulinha o desdobramento da investigação demonstraria que a PF fracassou em conseguir comprovar seu envolvimento com os temas da Operação Sem Desconto.

"Uma nova investigação alheia à Operação Sem Desconto demonstraria que falharam em encontrar o que injustificadamente buscavam, que é alguma ligação entre Fábio Luís e as fraudes do INSS", afirmou Suguimori.

Carvalho também lembra a quebra de sigilo, autorizada por Mendonça em janeiro, que identificou movimentações milionárias mas não resultou em oitiva. "Quebraram o sigilo e não acharam nada. Ele não tem nenhuma relação com os fatos. Tentaram de uma forma, não conseguem, e tentam de outra”, completou Carvalho.

A PF informa que não comenta investigações em andamento.

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