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Pediu desculpas

PGR arquiva pedido de investigação contra Gilmar Mendes por fala sobre homossexualidade

Procurador levou em conta pedido de desculpas para não ver motivos para investigação.
Procurador levou em conta pedido de desculpas para não ver motivos para investigação. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento de uma representação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes por ter classificado como "ofensivo" a atribuição de homossexualidade a alguém. A decisão do procurador-regional da República Ubiratan Cazetta é desta segunda-feira (27) e foi enviada à Gazeta do Povo pelo advogado Enio Viterbo, autor da representação.

A fala do magistrado ocorreu em entrevista ao portal Metrópoles divulgada na última quinta-feira (23). Ele comentava a série de vídeos divulgada no perfil do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), em que é representado como um boneco de pano de forma satírica. O conteúdo faz críticas aos ministros e levou a um pedido de inclusão de Zema no inquérito das fake news. Foi diante disso que Gilmar decidiu defender sua postura.

"Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições. Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro no Estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? É isso que precisa ser avaliado", afirmou.

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Algumas horas depois, o ministro usou suas redes sociais para pedir desculpas. "Não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo", declarou.

No documento, Cazetta reconhece que a fala de Gilmar faz "referência à homossexualidade como elemento retórico", mas observa que ela foi "reconhecida pelo próprio autor como inadequada, havendo retratação espontânea e pública". Com isso, o procurador nega que haja "conduta que configure lesão efetiva e atual a direitos coletivos da população LGBTQIA+ que demande intervenção ministerial".

Está também na mesa da PGR o pedido de Gilmar para que Zema seja investigado no inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. Ainda não há, porém, uma manifestação. Desde que iniciou sua pré-campanha à Presidência, o empresário tem elevado o tom contra os magistrados.

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