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Parecer

PGR defende que Bolsonaro siga em prisão domiciliar

Parecer de Paulo Gonet defende manutenção do benefício concedido por razões de saúde.
Parecer de Paulo Gonet defende manutenção do benefício concedido por razões de saúde. (Foto: André Borges/EFE)

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou pela manutenção da prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parecer é desta quarta-feira (1º). Agora, cabe ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidir se renova ou não o benefício.

Gonet entendeu que Bolsonaro não possui condições de manter uma arma de fogo em sua casa, mas que o episódio envolvendo o sargento Estácio Leite da Silva Filho, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), não configura infração passível de alterar o regime de cumprimento de pena do ex-presidente. Com isso, o parecer pede a continuidade da prisão domiciliar, mas com a apreensão da arma.

Para embasar sua opinião, o procurador-geral aponta para um trecho do relatório da Polícia Federal (PF) que reconhece que Bolsonaro possui um registro válido da pistola Glock 9mm.

Relembre o caso da arma

O caso começou em uma blitz na noite do dia 15 de junho. Estácio estava em um carro oficial, com a arma de Bolsonaro no assoalho do carro. Ao perceber que o policial que estava averiguando o veículo viu a pistola, o militar fechou repentinamente o vidro, mas já era tarde.

Após o recolhimento, o sargento disse que a arma era sua, para uso profissional. A versão acabou desmentida por uma consulta. Só depois é que houve a admissão de que a Glock pertencia a Bolsonaro.

Tanto o militar quanto o ex-presidente deram a mesma versão: de acordo com eles, a arma seria levada para manutenção e devolvida no dia seguinte. Bolsonaro acrescentou que, por morar com três mulheres, precisaria estar armado. Mesmo assim, a defesa disse a Moraes que aceita o confisco, desde que a domiciliar seja mantida.

Tudo isso ocorreu às vésperas do encerramento dos 90 dias autorizados por Moraes para a recuperação da broncopneumonia. Com o episódio, ficou em aberto se haveria ou não a renovação do benefício.

Em um parecer anterior, porém, Gonet já adiantou seu posicionamento convergente com a argumentação da defesa: é que o acórdão que condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão não previa a apreensão de armas de fogo. Ainda segundo o procurador, não basta que a conduta esteja descrita na lei, sendo necessária uma análise " dos impactos da conduta ilícita na ordem jurídica e no objeto e finalidade da execução penal".

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