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Para entender

Por que a família de Mourão denuncia silêncio do Estado sobre sua morte?

Em nota, defesa dos familiares revelam silêncio por parte do Estado na elucidação do incidente. (Foto: Reprodução/Polícia Militar de Minas Gerais)

A família de Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário", denunciou neste dia 13 de abril a falta de transparência da Polícia Federal, STF e IML sobre sua morte na prisão. O óbito ocorreu em 6 de março de 2026, em Belo Horizonte, mas os parentes alegam que só souberam do fato por meio da imprensa.

Quem era Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão e por que estava preso?

Conhecido como "Sicário", Luiz Phillipi tinha 43 anos e foi preso preventivamente durante as investigações do caso Master. Ele foi acusado de integrar uma suposta "milícia privada" ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, que teria o objetivo de silenciar opositores. O termo sicário significa assassino de aluguel, mas a família nega qualquer envolvimento dele com crimes de violência e destaca seu amplo convívio social.

Como a família tomou conhecimento do falecimento do detento?

De acordo com o advogado Vicente Salgueiro, os familiares não receberam nenhuma comunicação formal da Polícia Federal. Eles souberam da notícia exclusivamente pelos jornais. Luiz Phillipi faleceu no dia 6 de março de 2026, após ser encaminhado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. O sepultamento ocorreu dois dias depois, em 8 de março, com a presença de amigos próximos.

Qual é a principal reclamação em relação ao laudo do IML e às câmeras?

A defesa acusa o Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais de não disponibilizar a conclusão oficial sobre a causa da morte. Além disso, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF) estariam negando o acesso às imagens de segurança da sede da PF e a partes importantes do inquérito. Sem esses dados técnicos, a família considera que a investigação carece de transparência.

O que as autoridades dizem sobre a causa da morte de Mourão?

A versão divulgada extraoficialmente pela unidade prisional é de que houve uma tentativa de suicídio (autoextermínio) nas dependências da sede da Polícia Federal em Belo Horizonte antes do encaminhamento ao hospital. No entanto, os advogados afirmam que qualquer falha na vigilância ou segurança enquanto ele estava sob custódia do Estado deve ser investigada e os responsáveis, se houver, punidos.

O que a família pretende fazer agora que o acusado faleceu?

Na lei brasileira, não existe absolvição após a morte (absolvição póstuma), pois o processo criminal é encerrado. Mesmo assim, a família busca o acesso às provas da operação "Compliance Zero" para limpar o nome e a honra de Mourão. Eles afirmam que rotulá-lo como assassino profissional sem apresentar provas concretas é uma ofensa à sua memória.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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