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Para entender

Por que a oposição teme a atuação do Inquérito das Fake News nas eleições?

Kassio Nunes Marques, que será presidente do TSE durante as eleições de 2026, está coordenando a elaboração das normas para o pleito. (Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

Líderes da oposição e analistas alertam para o risco de o Inquérito das Fake News, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes no STF, atuar como um tribunal paralelo nas eleições de 2026, possivelmente restringindo campanhas à margem das normas oficiais do Tribunal Superior Eleitoral.

O que é o chamado TSE paralelo discutido por políticos?

É o receio de que o Inquérito das Fake News (4.781), que já dura sete anos, seja utilizado para regular campanhas e punir candidatos de forma informal. Analistas acreditam que a falta de limites claros no inquérito permite decisões rápidas e isoladas do ministro Alexandre de Moraes, que poderiam se sobrepor ou ignorar o rito tradicional da Justiça Eleitoral.

Qual é a situação atual do ex-presidente Jair Bolsonaro na justiça?

Nesta semana, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, manter Jair Bolsonaro preso na Papudinha, em Brasília. Ele cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado após o pleito de 2022. O tribunal seguiu o voto do ministro Alexandre de Moraes, que negou o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa do ex-presidente.

Como o comando do TSE deve mudar até as eleições de 2026?

A Corte Eleitoral passará por uma transição importante em junho, com o fim do mandato da ministra Cármen Lúcia. O ministro Kassio Nunes Marques deve assumir a presidência, tendo André Mendonça como vice. Esta será a primeira vez que o tribunal será liderado por magistrados indicados pelo ex-presidente Bolsonaro, o que gera expectativas sobre o equilíbrio de forças no órgão.

O que foi o gabinete paralelo revelado por ex-assessores?

Eduardo Tagliaferro, que chefiou a área de desinformação do TSE, relatou o uso da estrutura técnica daquele tribunal para abastecer o gabinete do ministro Moraes no STF com relatórios informais. Segundo os críticos, essas comunicações serviam para embasar decisões no Inquérito das Fake News sem a participação oficial do Ministério Público, reforçando a tese de concentração de poderes.

Quais episódios de 2022 servem de alerta para a oposição?

A oposição relembra medidas de censura prévia, como o veto a documentários e a proibição de termos críticos ao então candidato Lula, como 'ex-presidiário'. Além disso, a desmonetização de canais e a remoção de perfis de influenciadores de direita são vistas como armadilhas que podem se repetir em 2026, caso o inquérito perpétuo continue em andamento.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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