O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta sexta (22) que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma “humilhação” e está destruindo a ele e ao partido. A medida foi imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), há quase duas semanas por um suposto descumprimento de medidas cautelares.
Bolsonaro é alvo de um novo indiciamento pela Polícia Federal por uma suposta coação no curso do processo que apura uma alegada tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também foi indiciado nesta nova apuração.
“A humilhação que estão impondo ao nosso partido e ao presidente Bolsonaro tem destruído ele pessoalmente. Dia após dia é um acontecimento”, afirmou Valdemar em um evento no Rio de Janeiro.
Neste novo indiciamento, a Polícia Federal alega que Bolsonaro e Eduardo estariam atuando juntos para articular sanções junto a autoridades estrangeiras contra o Brasil por conta da condução do processo do suposto golpe no STF. Na nova apuração, o ex-presidente teria novamente descumprido medidas cautelares, como o uso de telefone celular e acesso às redes sociais.
Também foi descoberta uma suposta minuta de pedido emergencial de asilo político na Argentina, que seria endereçada ao presidente Javier Milei sob o motivo de perseguição no Brasil. Valdemar Costa Neto, no entanto, diz não ver “motivo nenhum” para essa suspeita – assim como o uso de tornozeleira eletrônica.
“Se tivesse que ter saído, já tinha saído. Não entendi até aquele documento pedindo asilo. Ninguém precisa pedir asilo, você atravessa um rio e está na Argentina. E o Bolsonaro ia ser muito bem recebido lá”, pontuou.
Em outro trecho da nova apuração, a Polícia Federal apresenta diálogos tensos entre Bolsonaro e Eduardo, o que Valdemar afirmou ter sido apenas um desentendimento natural de pai e filho.
“É muito duro você ver o seu pai sofrer dessa maneira, como aconteceu na semana passada, quando fizeram uma crítica grande aos candidatos que estão se colocando à Presidência da República. Todos são parceiros nossos”, afirmou em relação a uma rusga entre Eduardo e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), de São Paulo.
Também durante o evento, o presidente do PL afirmou que Bolsonaro ainda não escolheu quem irá apoiar na eleição presidencial do ano que vem. “Temos várias pessoas qualificadas disputando esse lugar e sendo escolhidas para esse lugar. Sei que, quando ele for decidir, vai ser pela cabeça dele”, completou.
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