
Ouça este conteúdo
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializaram, nesta quarta-feira (21), o apoio à recondução do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados em 2027.
Em nota conjunta, PSB e PDT afirmaram que, diante da composição atual do Parlamento, “marcada pelo avanço da extrema direita”, é necessária a construção de uma maioria ampla com o centro democrático é para assegurar a governabilidade.
“Diante da atual conjuntura política e institucional, marcada pelo avanço da extrema direita na composição da Câmara dos Deputados, entendemos que a construção de uma maioria com o centro democrático é fundamental para assegurar governabilidade, enfrentar as ameaças autoritárias e preservar o equilíbrio entre os Poderes, a autonomia das instituições e o sistema de freios e contrapesos, pilares essenciais da democracia brasileira”, diz o comunicado.
VEJA TAMBÉM:
Motta já contava com o apoio de 10 partidos na disputa, que somam 252 deputados. A articulação visa barrar o poder do PL, que elegeu 121 deputados federais.
Para se manter no comando da Câmara, ele precisa de 257 votos, no mínimo, entre os 513 deputados. Os 12 partidos que declararam apoio à reeleição do deputado do Republicanos elegeram, juntos, 273 deputados nas eleições de 2026.
Em 2024, Motta foi eleito presidente da Câmara com apoio de 18 partidos, entre eles o PT e o PL. Neste ano, ele declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) no próximo domingo (25).
“Nosso compromisso estratégico com a reeleição do presidente Lula e a construção das condições políticas para um quarto mandato orienta essa posição, reafirmando a necessidade de consolidar as conquistas sociais e impedir retrocessos”, disseram o PDT e o PSB.
As legendas destacaram que sob o comando de Motta a Câmara aprovou o fim da escala 6×1, a reforma tributária e medidas voltadas aos Microempreendedores Individuais (MEIs).
Os partidos reforçaram a necessidade de aprovar uma reforma política e estabelecer mecanismos de maior transparência na destinação das emendas parlamentares.




