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O PSOL e a bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolaram nesta segunda-feira (25), na Procuradoria-Geral da República (PGR), um pedido de investigação do deputado federal Mario Frias (PL-SP) por suposta prática de “rachadinha em seu gabinete”. Os partidos ainda pediram uma apuração do Conselho de Ética da Casa contra o parlamentar.
A ofensiva foi motivada por reportagem do portal G1 publicada na semana passada que revelou supostas movimentações financeiras atribuídas a uma ex-assessora de Frias que trabalhou em seu gabinete em um período entre os anos de 2023 e 2024. Segundo a denúncia apresentada pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), a ex-servidora devolvia parte do salário ao então chefe de gabinete e também teria bancado despesas pessoais da família do deputado.
A Gazeta do Povo procurou a assessoria do deputado através de seu gabinete e aguarda retorno. Marios Frias ainda não se pronunciou sobre a denúncia.
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Os comprovantes divulgados pela reportagem mostram que a então assessora teria quitado uma fatura de cartão de crédito da esposa de Frias no valor de R$ 4.832,32 e ainda realizado uma transferência por PIX de R$ 1 mil para a mãe do parlamentar. Os valores teriam saído da mesma conta usada para o recebimento do salário pago pela Câmara dos Deputados.
A apuração do G1 apontou, ainda, que a ex-assessora teria feito um saque de R$ 49.999 em dinheiro em espécie, mas sem revelar quem recebeu os valores. Outro dado levantado aponta que ela teria adquirido cinco empréstimos consignados no montante de R$ 174.886, e que parte dos recursos foi transferida ao então chefe de gabinete.
“O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa”, declarou a ex-assessora ao G1 ao relatar a dinâmica dos repasses. Já o atual chefe de gabinete de Frias, Diego Ramos, afirmou desconhecer as suspeitas e disse acreditar que o deputado também não tinha conhecimento das transferências.
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Na representação encaminhada à PGR, Chico Alencar argumenta que os fatos podem indicar crimes como concussão, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O parlamentar do PSOL sustenta que há indícios de uso indevido da estrutura pública para benefício privado dentro do gabinete de Mario Frias.
Em nota, o líder do partido na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), afirmou que os elementos revelados apontam para “possível prática de rachadinha, com desvio de salários de assessores e utilização privada de recursos vinculados à atividade parlamentar”.
Pedro Uczai também criticou a viagem de Frias ao Bahrein sem autorização prévia da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Segundo o deputado petista, o deslocamento teria ocorrido para retardar o recebimento formal de uma intimação enviada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada a esclarecimentos sobre o filme inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e supostas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.
Uma apuração do site The Intercept Brasil apontou que Frias teria agradecido a Vorcaro pela ajuda financeira ao filme. O deputado criticou o site.








