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Crise na Corte

Quaest aponta recorde de desconfiança no STF desde 2022

Pesquisa Quaest aponta que 56% dos brasileiros não confiam no STF em meio à crise na Corte.
Pesquisa Quaest aponta que 56% dos brasileiros não confiam no STF em meio à crise na Corte. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

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Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) mostra que 56% dos entrevistados não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF). O índice subiu dez pontos percentuais em um mês e atingiu o maior patamar desde dezembro de 2022.

O levantamento mostra ainda que 30% dos entrevistados confiam pouco no STF e apenas 9% afirmam confiar muito na Corte. Em agosto, 46% diziam não confiar no Supremo, 33% confiavam pouco e 18% declaravam muita confiança.

A queda de confiança aparece em todos os grupos do eleitorado. Entre os chamados independentes, 65% afirmam não confiar no STF. Em agosto, eram 50%.

Entre os que apoiam o presidente Lula (PT), 30% dizem não confiar na Corte, ante 27% na pesquisa anterior. O grupo que declara muita confiança no Supremo caiu de 41% para 23%.

Entre os que apoiam Flávio Bolsonaro (PL), 69% afirmam não confiar no STF. O percentual era de 73% em agosto.

Caso Banco Master amplia impacto negativo sobre o STF

A crise na Corte ganhou força no início deste mês, após a divulgação de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master. O conteúdo mostrou proximidade entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes.

Na sequência, o ministro André Mendonça retirou o sigilo e liberou para julgamento no plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. A decisão colocou sob questionamento procedimentos adotados por Moraes, relator do caso, e provocou uma divisão entre os ministros do Supremo.

O levantamento também mediu a percepção dos entrevistados sobre os efeitos do escândalo do Banco Master. Para 46%, o caso afeta negativamente todos os Poderes. Outros 17% apontam o STF como o principal atingido. Em julho, apenas 5% apontavam o Supremo, enquanto 50% diziam que todos os Poderes sofreriam impacto negativo.

Para 15% dos entrevistados, o impacto negativo recai sobre o governo anterior e a família Bolsonaro. Outros 9% apontam Lula.

Maioria diz que crise no STF não muda escolha eleitoral

A crise envolvendo o STF também não altera a decisão eleitoral para 67% dos entrevistados. Outros 7% afirmam que o caso os leva a considerar uma mudança de candidato, enquanto 22% dizem que o episódio reforça a escolha atual. Outros 4% não responderam.

A pesquisa também perguntou quem estaria agindo corretamente no embate entre Moraes e Mendonça. Para 37%, Mendonça tem adotado a postura correta. Moraes é apontado por 16%. Outros 20% afirmam que nenhum dos dois está agindo corretamente, enquanto 25% não responderam.

A pesquisa também aponta apoio à adoção de novas regras para o Supremo. Para 53% dos entrevistados, os ministros deveriam ter mandatos fixos e a Corte deveria adotar um código de ética.

Metodologia da pesquisa citada: 2.004 entrevistados pela Quaest de 10 a 13 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações S.A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-03607/2026.

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