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Para entender

Quem são as autoridades que a CPI do Crime Organizado quer indiciar?

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu impeachment de três ministros do STF e do procurador-Geral da República. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, apresentou nesta terça-feira (14 de abril de 2026) seu relatório final pedindo o indiciamento de três ministros do STF e do PGR. O documento aponta graves suspeitas de crimes de responsabilidade e relações escusas com o Banco Master.

Quais ministros do Supremo Tribunal Federal estão na lista de indiciamento?

Os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes são os alvos do pedido. O relator sustenta que eles cometeram crimes de responsabilidade, o que pode fundamentar futuros processos de impeachment. As acusações variam entre conflitos de interesse, favorecimentos processuais e condutas incompatíveis com a honra e o decoro do cargo que ocupam na mais alta Corte do país.

Qual a acusação específica contra o ministro Dias Toffoli?

Toffoli é acusado de atuar sob conflito de interesses devido a uma transação financeira de R$ 3,1 milhões entre sua empresa e um fundo ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O relator destaca que, mesmo com esse vínculo, o ministro assumiu casos de interesse do banqueiro, impôs sigilo máximo aos processos e determinou a soltura de investigados, além de utilizar jatinhos privados cedidos por empresários do grupo.

Por que o ministro Alexandre de Moraes foi incluído no relatório?

A suspeita recai sobre um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Alessandro Vieira aponta que a família do ministro teria sido remunerada para gerir a interface do banco com o poder público. Além disso, foram citadas oito viagens em jatos associados a Vorcaro e o uso do cargo para perseguir órgãos que revelaram o contrato, como Coaf e Receita.

Qual o motivo do pedido contra o ministro Gilmar Mendes?

O relatório aponta que Gilmar Mendes realizou manobras processuais para anular quebras de sigilo da empresa de Toffoli e de seus parceiros financeiros. Segundo o texto, o ministro não era o relator natural desses dados, mas usou um artifício para desarquivar um antigo mandado de segurança da época da CPI da Covid para proferir as decisões de blindagem, subvertendo as regras de distribuição do tribunal.

Como o procurador-geral Paulo Gonet aparece no caso?

O atual PGR foi indiciado por negligência evidente, ou o que o documento chama de conduta desidiosa. O relator afirma que Gonet teve acesso a provas robustas sobre os repasses milionários e conflitos de interesse dos ministros, mas não abriu investigações concretas. Como o PGR tem o monopólio da ação penal contra o STF, sua inércia estaria garantindo um perdão implícito às autoridades.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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