A CPI da Covid vai começar com o governo pressionado. Muito porque os senadores governistas são minoria dentro da Comissão, o que tende a tornar as coisas bem difíceis para o Palácio do Planalto.

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Apenas três dos 11 senadores titulares são aliados de Bolsonaro. Mas quem são eles e qual será o papel desse grupo dentro da CPI? Entenda tudo isso em um minuto.

Conheça os três senadores governistas que integram a CPI da Covid

A principal preocupação do Planalto neste momento é justamente a questão numérica. Apesar de ter alguns parlamentares declaradamente governistas, a disputa com a oposição está bem longe de estar em pé de igualdade.

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Entre os titulares, o presidente Jair Bolsonaro deve contar apenas com os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Mello (PL-SC) como aliados.

Nem mesmo se somarmos os suplentes o número melhora: com a adição de Marcos do Val (Pode-ES) e Zequinha Marinho (PSC-PA), são cinco senadores governistas de um total de 18.

Por isso, o trabalho desse grupo deve ir além de investigar as ações tomadas durante a pandemia, mas também intensificar as articulações políticas com a ala independente. Tudo isso para tentar equilibrar essa queda de braço.

Em outras palavras, isso significa convencer esses outros senadores a apoiar o governo na Comissão.

O problema é que isso não deve ser tarefa fácil, principalmente por causa do MDB. Embora seja considerado independente, o senador Renan Calheiros (MDB-AL)é visto oposição e é um dos nomes fortes do partido.

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Vai ser muito difícil negociar com ele, principalmente depois de Bolsonaro ter colocado Arthur Lira(PP-AL) na presidência da Câmara. Isso porque Calheiros e Lira são adversários políticos.

Outro desafio desses senadores aliados é cuidar para que essa articulação não se transforme em um tiro no pé, já que qualquer passo em falso pode fazer com que o governo seja acusado de querer comprar senadores.