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Para entender

Quem são os desembargadores do TRF4 punidos pelo CNJ por atos na Lava Jato?

CNJ considerou que os desembargadores descumpriram determinações do STF em processos da Lava Jato. (Foto: Gustavo Moreno/CNJ)

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, afastar por 60 dias os desembargadores Loraci Flores de Lima e Carlos Eduardo Thompson Flores Lens, do TRF4. A punição ocorre devido ao descumprimento de ordens diretas do Supremo Tribunal Federal (STF) em processos da Operação Lava Jato envolvendo o advogado Rodrigo Tacla Duran, ex-operador da Odebrecht.

Qual foi a conduta exata que levou à punição dos magistrados?

Os desembargadores foram acusados de ignorar decisões dos ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, que haviam suspendido ações penais contra o advogado Rodrigo Tacla Duran. Mesmo com a ordem de paralisação do STF, os magistrados do TRF4 anularam atos processuais e utilizaram provas que a Suprema Corte já havia declarado como inválidas, como dados dos sistemas de propina da Odebrecht.

Como a decisão do CNJ será aplicada na prática?

O conselho aplicou a pena de 'disponibilidade' por 60 dias. Como os magistrados já haviam cumprido um afastamento cautelar de 70 dias entre abril e junho de 2024, eles não sairão dos cargos novamente agora. No entanto, a penalidade financeira, que prevê o pagamento de salários proporcionais ao tempo de afastamento, ainda será aplicada.

O que a defesa dos desembargadores alegou durante o julgamento?

A defesa argumentou que não houve irregularidades e pediu que o caso fosse analisado sem 'roupagem política'. A advogada sustentou que os magistrados agiram tecnicamente para evitar a contaminação política de decisões na 13ª Vara Federal de Curitiba. O Ministério Público Federal também se manifestou contra a punição, alegando falta de provas cabais de infração disciplinar.

Qual foi a justificativa do ministro Edson Fachin para manter a punição?

O presidente do CNJ, Edson Fachin, destacou que juízes não são infalíveis e devem responder por erros pontuais. Ele ressaltou que a punição é um dever para garantir a hierarquia do Judiciário, reforçando que magistrados de instâncias inferiores devem respeitar estritamente as ordens das cortes superiores para manter a integridade do sistema de justiça brasileiro.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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