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Tensão no Supremo

“Se arrependimento matasse” diz ex-ministro Marco Aurélio sobre apoio a Moraes no STF

Marco Aurélio se arrepende de apoiar Moraes e defende atuação de Mendonça.
Marco Aurélio se arrepende de apoiar Moraes e defende atuação de Mendonça. (Foto: Nelson Junior/STF)

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O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou, em entrevista à CNN Brasil neste sábado (5), que se arrepende de ter apoiado a indicação de Alexandre de Moraes para a Suprema Corte.

“Se arrependimento matasse eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”, declarou Mello.

A afirmação ocorreu após a divulgação de trocas de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do extinto Banco Master. Marco Aurélio lembrou que apoiou o nome de Moraes para ocupar a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki, que morreu após a queda de um avião.

“Os fatos que vieram à baila são seríssimos. Quando caiu o avião e morreu o ministro Teori Zavasck, […] eu disse que o presidente Temer tinha um homem talhado para o cargo: professor universitário, membro do Ministério Público, secretário de segurança do prefeito Kassab, secretário de governo do governador Geraldo Alckmin, ministro da justiça”, afirmou.

Mello também avaliou que Moraes “vem errando a mão e isso é muito ruim”.

Marco Aurélio afirma que Mendonça “procedeu como deveria”

Marco Aurélio afirmou que Mendonça “procedeu como deveria proceder” nos inquéritos que apuram a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

As mensagens entre Moraes e Vorcaro aparecem em um relatório da Polícia Federal (PF), cujo sigilo foi derrubado por Mendonça. Moraes acusou o ministro de atuar fora do regimento jurídico.

“Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da Polícia Federal e procedeu como deveria, encaminhando à Procuradoria-Geral da República”, declarou.

Marco Aurélio também defendeu que os procedimentos envolvendo Vorcaro e integrantes da Corte tenham “publicidade e transparência”, sem a imposição de segredo de Justiça.

“A regra é transparência, publicidade, para que a gente saiba o que está acontecendo na administração pública. O sigilo não se coaduna com os ares democráticos”, afirmou.

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