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O senador Jorge Seif Júnior (PL-SC) protocolou nesta segunda-feira (13) na Embaixada dos EUA um pedido de asilo político ao ex-deputado federal Alexandre Ramagem, preso em Orlando pela polícia americana. O pedido inclui, também, a sua família.
No documento, o senador alegou que todos os envolvidos nos atos do 8 de janeiro teriam status de "perseguidos políticos" e convidou colegas parlamentares a assinarem junto o documento que pede refúgio a Ramagem nos EUA.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) foi detido nesta segunda-feira pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela Polícia Federal (PF) e consta nos sistemas do órgão.
“O Brasil vive um momento preocupante, com clara perseguição a opositores políticos ligados ao Presidente Bolsonaro. Quando a liberdade é ameaçada, o silêncio não é opção”, escreveu Seif em sua conta no X. Seif solicitou que o caso seja encaminhado ao Secretário de Estado dos EUA, ao Procurador-Geral de Justiça e a autoridades responsáveis pela política migratória dos Estados Unidos.
De acordo com o jornalista Paulo Figueiredo, o encaminhamento ao ICE ocorreu após uma abordagem por uma infração de trânsito. Com a checagem da documentação, verificou-se a invalidade de seu passaporte diplomático, que foi anulado pela Câmara em dezembro de 2025, logo após a cassação de seu mandato. A Polícia Federal (PF) emitiu uma nota em que informou que sua prisão seria resultado da “cooperação internacional” firmada entre o Brasil e os EUA, o que foi negado pelo jornalista Paulo Figueiredo.
Acusação
Ramagem é acusado de usar a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para formar "milícias digitais" e, com isso, criar um "cenário de instabilidade institucional" que levasse à suposta tentativa de golpe e às invasões aos prédios dos três poderes. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a condenação e ele acabou condenado a 16 anos de prisão.
Sua defesa, porém, aponta que o ex-diretor-geral da Abin acabara de ser eleito como deputado federal, o que tornaria ilógica a intenção de atentar contra o Congresso Nacional. Além disso, os advogados alegam que não há qualquer manifestação de Ramagem no sentido de estimular "a rebeldia dos eleitores que deixaram de ver seu candidato majoritário eleito", em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).










