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Para entender

Supremo Tribunal Federal decide se investiga relação de Moraes com ex-banqueiro

STF analisa nesta terça-feira (15) se Alexandre de Moraes deve ser investigado (Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE)

O STF analisa nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, se o ministro Alexandre de Moraes deve ser alvo de investigação formal. A medida ocorre após a Polícia Federal revelar mensagens trocadas entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro antes da prisão do empresário em 2025. O caso levanta questionamentos sobre a conduta do ministro diante de suas próprias declarações passadas.

Quais são as principais revelações feitas pela Polícia Federal sobre o caso?

A Polícia Federal identificou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro enviou mensagens a Alexandre de Moraes pouco antes de ser preso, em novembro de 2025, chegando a perguntar se deveria sair do país. Os investigadores recuperaram o que o banqueiro escreveu, mas as respostas do ministro sumiram porque ele teria usado a função de visualização única do WhatsApp, que apaga o texto após a leitura. Além disso, a PF descobriu que Moraes revisou pessoalmente um contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

Como as mensagens apagadas contradizem posicionamentos anteriores do ministro?

O uso de recursos que fazem mensagens desaparecer coloca o ministro em uma situação contraditória. Em 2025, ao votar pela condenação de uma ré dos atos de 8 de janeiro, Moraes afirmou que deletar conversas de celular durante uma investigação demonstrava desprezo pelo Poder Judiciário e pela ordem pública. Naquela ocasião, ele sugeriu que a interrupção de diálogos no aplicativo era um indício de destruição de provas. Agora, a investigação da PF mostra que o próprio magistrado utilizou ferramentas similares ao se comunicar com um empresário que estava sob a mira das autoridades.

Qual é a polêmica envolvendo o escritório de advocacia da esposa de Moraes?

O ponto central envolve a proximidade financeira entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A investigação aponta que o ministro participou da alteração de um contrato de 131 milhões de reais entre as partes. Um segundo acordo, no valor de 50 milhões de reais, chamou a atenção por prever que o pagamento dos honorários advocatícios seria feito por meio de cotas de aeronaves, como um jatinho e um helicóptero. Essas transações financeiras e a participação direta do ministro na revisão dos documentos são os pilares do pedido de investigação.

Como o ministro Alexandre de Moraes se posicionou diante dessas acusações?

Alexandre de Moraes nega irregularidades e classificou as informações da investigação policial como uma farsa. O ministro afirmou que as mensagens apontadas seriam tentativas de atacá-lo e ao Supremo Tribunal Federal. Em sua defesa mais recente, ele acusou o colega de tribunal, André Mendonça, de agir por motivação político-eleitoral e vingança ao retirar o sigilo do relatório da Polícia Federal. Segundo Moraes, o movimento seria uma reação de aliados de pessoas condenadas pelo STF por tentarem desestabilizar a democracia e o Estado de Direito no Brasil.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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