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Chapa em SP

Tarcísio lamenta condenação de Eduardo Bolsonaro, mas não vê impacto eleitoral

Governador paulista fala em processo injusto, mas avalia que planos de campanha seguem como estavam.
Governador paulista fala em processo injusto, mas avalia que planos de campanha seguem como estavam. (Foto: Roberto Sungi/Agência SP)

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lamentou a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), mas avaliou que não haverá impacto em sua campanha, na do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência ou na composição ao Senado.

"Temos que aguardar o recurso que a defesa vai protocolar. Eu faço meus os argumentos que a defesa apresentou, então acho que a condenação foi injusta e não prejudica em nada o transcurso da eleição do nosso grupo, a eleição do Flávio, a eleição dos nossos senadores aqui", afirmou.

Além dos quatro anos e dois meses de prisão, Eduardo foi condenado a oito anos de inelegibilidade. Com a incidência da Lei da Ficha Limpa, o prazo começa a contar somente após o cumprimento da pena. Com isso, o ex-deputado não poderá concorrer a nenhum cargo por 12 anos.

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A impossibilidade de concorrer já era dada como certa pelos aliados, uma vez que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já estava no Texas por conta das investigações abertas pelo Supremo. Agora, a expectativa é de que a justiça americana sirva como local para apontar perseguição por parte de Moraes, quando o governo brasileiro protocolar o pedido de extradição. O ministro teve sua primeira derrota na Itália, quando foi reconhecido, pelo Supremo Tribunal de Cassação, que vítima e julgador foram a mesma pessoa no caso da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL).

Tarcísio voltará a enfrentar o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), a quem já derrotou em 2022. Na eleição anterior, Haddad substituiu o presidente Lula (PT) na corrida ao Planalto, sendo vencido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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