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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, elogiou nesta quarta-feira (1º) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de considerar que Messias está “fechado” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dirigente apontou que ele é um "camarada de bem".
Valdemar defendeu que é natural que Lula escolha alguém de confiança para a Corte, comparando a situação à indicação do ministro Cristiano Zanin, que foi advogado do petista.
“Todas as informações que eu tenho do Jorge Messias são de que ele, lógico, é Lula fechado, é PT fechado, mas é um camarada de bem. Quando vi que o Lula ia indicar o [Cristiano] Zanin, por exemplo, eu achei bom", afirmou o presidente do PL em entrevista ao portal Metrópoles.
Para o presidente do PL, Messias figura entre os melhores nomes que Lula tem à disposição no momento. O dirigente previu, inclusive, que o Senado possui maioria para aprovar a indicação, afirmando que "não têm o que falar do Messias".
“Nosso pessoal [do PL] é contra, mas não adianta ser contra, porque eles têm maioria no Senado. Não tenho o que falar do Messias. Não estou defendendo o Messias, não”, destacou.
Bolsonaro deu força a Moraes ao ceder durante o governo, diz Valdemar
Durante a entrevista, Valdemar criticou o que considera uma contribuição do governo Bolsonaro para o fortalecimento do poder do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo ele, o ex-presidente "deu força para o Alexandre crescer" ao ceder em episódios como a entrega da gravação da reunião ministerial, que resultou na Operação Tempus Veritatis, e ao recuar na nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal após o veto do ministro.
O presidente do PL disse que chegou a ter uma “boa relação” com Moraes, mas relatou que a proximidade acabou após ele determinar sua prisão. Em fevereiro de 2024, Valdemar foi alvo de busca e apreensão na Operação Tempus Veritatis, que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado.
“Com o STF, eu tenho boa relação, com o ministro Gilmar Mendes, tenho muito respeito por ele. Tenho pouca relação com o [Edson] Fachin [presidente da Corte], mas respeito muito ele também. Temos bons ministros lá. Agora, com o Alexandre, nunca mais tive. Ele era meu amigo antes, porque era de São Paulo e eu me dava bem com ele”, afirmou.
Na ocasião, os agentes da PF encontraram uma arma de fogo com registro vencido, e ele foi preso em flagrante em 8 de fevereiro. No dia seguinte, o ministro converteu o flagrante em prisão preventiva. Valdemar foi solto no dia 10 de fevereiro, mediante a aplicação de medidas cautelares.
“Essas coisas não me assustam, mas fiquei chateado. Não ataco ele [Moraes], evito falar do Supremo para não arrumar problema para o nosso pessoal”, destacou.








