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Prisão de Bolsonaro

Valdemar minimiza pedido de governistas para Bolsonaro voltar à Papudinha

Valdemar Costa Neto
Presidente do PL alega que ex-presidente não pode falar, mas pode escrever e que não há argumentos para revogar prisão domiciliar. (Foto: reprodução/Youtube PL)

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, minimizou nesta segunda-feira (13) o pedido de aliados do governo para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) volte à prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília – conhecido como “Papudinha” – após a divulgação de uma carta escrita por ele e lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no final de semana.

Segundo o dirigente partidário, a manifestação não representa uma violação das restrições impostas ao ex-presidente e não deve alterar sua situação judicial.

Valdemar defendeu a legalidade do documento afirmando que Bolsonaro “pode escrever, não pode falar”, em entrevista ao Estadão ao ser questionado sobre a possibilidade de a carta servir de argumento para a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente.

“Tinha esperança nisso, mas me desanimaram”, disse Valdemar em relação aos recursos apresentados pela defesa de Bolsonaro.

Em uma transmissão ao vivo na noite de sábado (11), Flávio Bolsonaro apresentou uma carta que teria sido escrita à mão pelo pai pedindo a união entre seus apoiadores. O ex-presidente afirmou que é hora de “deixarmos de lado as possíveis diferenças” e declarou que o senador seria “meu porta-voz o qual confio”.

No domingo (12), o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que a prisão domiciliar de Bolsonaro seja revista com o argumento de que o ex-presidente estaria impedido de se comunicar por meio das redes sociais de terceiros.

“[A carta] é muito positiva, porque quem tem os votos é o Jair Bolsonaro. É o Bolsonaro que tem voto, é ele que tem prestígio. E a carta serve para dar mais confiança para Flávio, que é a melhor escolha que ele poderia fazer”, afirmou.

Valdemar também acredita que a mensagem pode reduzir a recente crise da família entre a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o senador para evitar ruídos na direita.

“É importante porque, senão, algumas pessoas que não estão perto da campanha podem ficar confusas”, acrescentou.

Ainda na carta, o ex-presidente afirma que o senador é “a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, violência e empobrecimento” e encerra a mensagem dizendo que, “na certeza de que juntos tudo faremos para a nossa Pátria”.

Valdemar também trabalha internamente para diminuir as tensões entre Flávio e Michelle, afirmando que “não podemos ter brigas” às vésperas do início da campanha eleitoral.

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