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O senador Carlos Viana (PSD-MG) anunciou nesta quinta-feira (27) que as negociações em prol de uma "CPMI do Lulinha" já renderam assinaturas de parlamentares de nove partidos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Viana prometeu divulgar os nomes em uma coletiva na segunda-feira (31).
Para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, são necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. O senador mineiro pretende utilizar a coletiva de imprensa para pressionar pelo passo seguinte: a instalação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Viana faz o detalhamento de partidos que assinaram em cada casa:
- Senado: PL, PSD, PP, PSDB e Republicanos.
- Câmara: PL, MDB, Novo, PP, União Brasil, PSD, Podemos e PSDB.
A lista da Câmara não inclui o Republicanos, do presidente Hugo Motta (PB), enquanto a do Senado não inclui o União Brasil de Davi Alcolumbre. O Novo está sem representantes no Senado, uma vez que Eduardo Girão está licenciado. À Gazeta do Povo, Girão disse esperar que seu suplente, Sargento Reginauro (PSDB-CE), integre a lista.
O objetivo dos parlamentares de oposição é complementar os achados sobre a relação entre Fábio Luís Lula da Silva e o escândalo protagonizado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o careca do INSS. Ao longo das apurações, surgiram três frentes autônomas contra Lulinha, duas sob a relatoria do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
A primeira surgiu no dia 30 de julho e apura suspeitas de favorecimento à World Cannabis, empresa de cannabis medicinal ligada ao careca do INSS. A atuação teria ocorrido em conjunto com a empresária Roberta Luchsinger e envolveria o uso da influência do filho do presidente Lula (PT) para obter favorecer negócios junto ao Ministério da Saúde.
Em outra frente, a Polícia Federal (PF) busca entender a influência de Lulinha junto à Dataprev. A investigação aponta para suposto favorecimento da empresa 3Structure IT, do empresário Cleber Ribas de Oliveira.
Em nota, a 3Structure IT afirmou que o vazamento de trechos de comunicações são "vagos e descontextualizados" e impossibilitam o efetivo direito de defesa. A empresa alega que todos os contratos com o Governo Federal foram celebrados "com a mais absoluta transparência, depois dos procedimentos administrativos previstos em lei e sem o favorecimento de quem quer que seja".
Já a teceira investigação, única sob relatoria de Flávio Dino, está sob restrição máxima de sigilo. Um quarto inquérito é favorável a Lulinha e apura vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso.




