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Ex-presidente da CPMI do INSS, que foi encerrada em março, o senador Carlos Viana (PSD-MG) declarou nesta terça-feira (14) que o indiciamento do ex-presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, entre outros 47, pela Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento no esquema de descontos ilegais nas aposentadorias confirma o que o colegiado investigou. Ele classificou a decisão de rejeitar o relatório como “política”.
“Foi exatamente isso que a CPMI documentou (a culpa de Stefanutto). Mais de 4 mil páginas entregues à PGR, 216 pedidos de indiciamento, a voz que insistiu quando muitos queriam abafar. O relatório foi rejeitado por decisão política, não por falta de provas. E hoje a Polícia Federal começa a confirmar, no papel, o que a comissão já havia apontado”, disse ele no X.
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O relatório da CPMI do INSS, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado por 19 votos a 12, após sete meses de trabalhos e uma manobra do governo para incluir parlamentares que não integravam o colegiado para votar. O documento pedia o indiciamento e a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A defesa do filho do presidente sempre classificou as suspeitas de envolvimento como “ilações”.
Relatório da PF
A PF concluiu nesta terça-feira o primeiro relatório policial da Operação Sem Desconto, que apurou o esquema de descontos ilegais em aposentadorias, apelidado de “farra do INSS”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisará as investigações da PF para decidir se oferece denúncia ou arquiva o caso.
Stefanutto foi indiciado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações apontam que ele teria recebido uma propina de R$ 250 mil por mês enquanto comandava o INSS. Ele estava preso desde o ano passado, sem denúncia formalizada.
Entre os demais investigados, também foi indiciado Antonio Carlos Camilo Antunes, apelidado de "Careca do INSS", suspeito de ter ligações com Fábio Luís da Silva.






