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Aécio tenta se fingir de morto, mas Eike Batista não deixa
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Um dos anexos que integram o acordo de delação de Eike com a Procuradoria-Geral da República (PGR) detalha o pagamento de R$ 20 milhões de propina a Aécio Neves.

A montante seria, segundo o relato, uma contrapartida pela ajuda de Aécio às empresas do grupo de Eike junto ao poder público, em especial no estado de Minas. Entre os benefícios apontados por Eike está a concessão de licenças ambientais.

O dinheiro, segundo o empresário, foi repassado, na ocasião, a um amigo de Aécio, conforme pedido do próprio tucano. O acordo de Eike com a PGR ainda não está fechado. O executivo chegou a ir a Brasília para mostrar sua “boa vontade” em colaborar.

Procurado pela coluna, Aécio disse, por meio de sua assessoria, que a "acusação é falsa e absurda” e que "jamais intercedeu em favor de qualquer interesse do Sr. Eike Batista”. “É lamentável que acusações levianas, como essa, sejam aceitas por autoridades sem a menor comprovação, exclusivamente para atender interesse de um réu confesso de inúmeros crimes e que, agora, busca obter benefícios através de falsas imputações que jamais serão comprovadas exatamente por serem falsas”, diz a nota.

Todos têm direito ao jus esperneandi, e certamente o delator terá de apresentar alguma prova do que diz, caso contrário a PGR não aceita a delação e Eike perde os benefícios acordados. Pode ser verdade, pode ser mentira. Mas o fato é que Aécio Neves morreu politicamente desde aquela gravação vazada de conversa com outro Batista, o Joesley.

Ali o Brasil conheceu o real Aécio, não a esforçada construção de marqueteiros, do engomadinho com postura de estadista, mas sim a do típico "malandro" de porta de cadeia. Desde então Aécio vem fazendo de tudo para desaparecer da cena política, ficar quieto no seu canto, na esperança de que seja esquecido.

Como vimos, porém, isso não será tão fácil assim. O passado volta a assombrar o senador mineiro. Ninguém mais acredita na retidão daquele que quase foi presidente, e que milhões de brasileiros chegaram a considerar como boa alternativa, até porque a outra opção era o suicídio coletivo com Dilma, o que de fato ocorreu.

Aécio traiu o povo brasileiro. Chegou a ensaiar uma campanha mais firme contra o petismo, mas o problema, ao que tudo indica, era mesmo o rabo preso. Terá de se dedicar nos próximos anos a provar sua inocência, mas o estrago na imagem já está feito e é irremediável. Por isso mesmo o mineiro com pinta de carioca anda priorizando mais a característica de sua terra natal, com aparições tão discretas que parecem quase invisíveis. Aécio adoraria virar um fantasma de vez, mas é preciso combinar com os antigos "parças"...

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