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Al Gore, o ex-vice-presidente americano convertido em ativista ambiental, autor daquele "documentário" sensacionalista que previa o derretimento do planeta que já deveria ter ocorrido anos atrás, respondeu ao comentário feito pelo ministro Paulo Guedes em Davos, de que o maior inimigo do meio ambiente é a pobreza.

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“Hoje é amplamente entendido que o solo na Amazônia é pobre. Dizer às pessoas no Brasil que elas vão chegar à Amazônia, cortar tudo e começar a plantar, e que terão colheitas por muitos anos, isso é dar falsa esperança a elas”, afirmou. “Há, sim, respostas para a Amazônia, mas não é esta.”

Faltou, claro, apresentar então quais são essas respostas. Ao menos o ativista teve o bom senso de reconhecer nossa soberania nacional no tema: “Os brasileiros, desde sempre, falam que não querem que outras pessoas se metam na questão amazônica. E isso deve ser respeitado”. Mas logo depois isso foi desrespeitado, claro, com seus pitacos vagos. Os brasileiros devem ter autonomia, desde que seja para fazer o que eu julgo certo, não o que o governo eleito pelo povo quer.

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Al Gore também aproveitou para cutucar o presidente americano, Donald Trump, que na véspera discursara e pedira que as pessoas rejeitassem o alarmismo ambiental. “Temos que agir agora, e sabemos o que precisa ser feito, para frear o aquecimento global. O que falta é vontade política”, disse, completando com uma alusão às eleições americanas em novembro: “Felizmente, vontade política é um recurso renovável.”

Na verdade, ativistas ambientais como Al Gore estão no negócio de apontar dedos e vender pânico com alarmismo catastrófico, não no papel mais sério de apresentar soluções concretas. Agir agora! Falta vontade política! A solução não é capitalismo! E após apertarmos a tecla SAP, tudo que fica é: me deem poder!

Basta ler o projeto democrata Green New Deal para perceber como a causa ambiental virou um pretexto para o socialismo. O que se deseja é concentração plena de poder no estado, para se impor um planejamento central de toda a economia. Em nome da proteção do planeta, claro, já que em nome da igualdade de classes não cola mais, após o fracasso de toda experiência socialista.

Mas é Guedes que está certo: a pobreza é o grande inimigo do meio ambiente. É Trump que está certo também: devemos ser mais otimistas e evitar os profetas do apocalipse. Já Al Gore e sua versão mirim, Greta Thunberg, preferem assustar o mundo todo com seu ecoterrorismo, cuja versão política se traduz num socialismo renovado, embalado à clorofila.

Os 20 milhões da amazonenses querem progresso capitalista, não viver na miséria como mascotes dos "melancias", verdes por fora, mas vermelhos por dentro.

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