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Rodrigo Constantino

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"A maior inimiga da corrupção é a privatização", diz Nelson Motta

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O Brasil cansa. Roberto Campos, há décadas, já tentava trazer razão e bom senso ao debate político, enquanto os nacionalistas, de esquerda e de direita, insistiam na defesa do absurdo: um estado empresário que traria prosperidade ao país explorando o “nosso” petróleo. Décadas depois, tivemos o petrolão.

Claro que não dá para aliviar a barra dos petistas nessa história. Mas eis o ponto: foi o instrumento em seu poder que possibilitou o abuso, o descaso, o uso político, os desvios de recursos. Sem o instrumento, não haveria o petrolão.

Tentei mostrar em Privatize Já, com argumentos teóricos e dados empíricos, as vantagens da privatização. Se nem mesmo depois dos escândalos recentes que chocaram o Brasil o povo compreender que o caminho é privatizar, aí fica mesmo complicado ter esperanças.

Nelson Motta, que tem escrito ótimos artigos, defendeu em sua coluna de hoje o poder da galhofa, como os bonecos Pixuleco 13-171 e Pinóquia, atacou a confusão mental da presidente Dilma, incapaz de completar um só raciocínio lógico simples, e concluiu com o óbvio, a defesa da privatização:

Dilma detesta privatizações e faz concessões de serviços públicos a contragosto, não gosta de nada que diminua o tamanho e poder do Estado. Será que ela nunca percebeu que um escândalo como o da Petrobras nunca aconteceria numa empresa privada do mesmo porte? Quadrilha de políticos e empreiteiros rouba Shell em bilhões de dólares! Valor de mercado cai pela metade com o escândalo Shellão… rsrs.

Claro, isso só acontece em empresas estatais; são 140 controladas pelo governo, dominadas pelo poder político e pelo aparelhamento partidário, usadas para tapar rombos e financiar campanhas. A maior inimiga da corrupção é a privatização.

Se a Petrobras tivesse sido privatizada em 2002, como Lula acusava Alckmin de tramar, não haveria petrolão. Mas nosso nacionalismo prefere ser roubado por patrícios a fazer boas parcerias internacionais ou pagar a estrangeiros por bons serviços.

Trata-se, de fato, de um fetiche bizarro essa mania que temos de defender a exploração dos nossos recursos pelo estado, o que acaba sendo a nossa exploração pelos políticos. Até quando vamos insistir no erro? Até quando vamos ignorar os alertas de Roberto Campos e cada experiência fracassada do estado empresário? Até quando vamos desconfiar da iniciativa privada dessa maneira burra e preconceituosa?

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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