Jay Leno, comediante rico e famoso| Foto:

Escrevi um artigo hoje que está tendo boa repercussão, sobre como os sindicatos, ao pressionarem por um salário mínimo elevado, acabaram prejudicando trabalhadores mais jovens ou humildes, que fritam hambúrguer no McDonald’s no começo de suas carreiras ou como alternativa à mendicância estatal que mata a dignidade de pessoas dignas.

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Faço agora uma espécie de follow-up, com uma informação que a maioria desconhece: milhões de americanos começam suas carreiras justamente atrás da chapa de um McDonald’s, inclusive pessoas que hoje são ricas e famosas. Gente como o comediante Jay Leno, ou como o bilionário Jeff Bezos, fundador da Amazon, ou como a atriz Andie MacDowell, ou ainda Andrew Card, ex-Chefe de Gabinete da Casa Branca.

Todos eles têm em comum com outros 20 milhões de americanos esse primeiro emprego em seus currículos: “fritar hambúrguer”. É o que mostra o livro de Cody Teets, Golden Opportunity: Remarkable Careers That Began at McDonald’s. Nessa resenha de George Anders para a Forbes, fica claro que todos eles aprenderam algumas importantes lições nesse período inicial de suas vidas profissionais. Sim, fritando hambúrguer! Eis as 7 lições:

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1- Se tornar realmente bom em rotinas, já que o mundo costuma recompensar a ordem e a disciplina;

2- Se divertir com seus colegas, não importa quem eles sejam;

3- Aprender a lidar com o público;

4- Solucionar problemas com rapidez, sem criar novos problemas;

5 – Como gerente, espernear menos, redirecionar mais as tarefas para vê-las executadas;

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6 – Os melhores empregados não necessitam de muito controle;

7 – Fomentar seu próprio talento, promovendo pessoas que dão duro e são capazes.

Lições básicas, mas que só acabam absorvidas mesmo na prática, ao longo da rotina. É por isso que a jovem bilionária Lynsi Torres atribui sua fortuna superior a US$ 1 bilhão aos tempos em que ficava flipping burger atrás do balcão no McDonald’s. Em Hollywood também temos várias celebridades, tais como Rachel McAdams e Sharon Stone, além de cantores como Seal e Pink, que passaram por redes de fast food no começo de suas carreiras.

Aqui nos Estados Unidos não há demérito algum nisso. Pelo contrário: é coisa mais comum do mundo ir ao supermercado e encontrar o filho do vizinho trabalhando no caixa, ou ver no balcão da lanchonete pessoas com bom nível social. É que o trabalho enobrece, e essa é a mentalidade por aqui, ainda. Algo que os sindicatos e os “progressistas” pretendem destruir, substituindo o trabalho duro pelas esmolas estatais, para criar dependência.

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Quem tem medo do trabalho? Não aqueles que assumem as rédeas de seu destino e não demonstram vergonha alguma em trabalhar, ainda que flipping burgers, pois vergonha mesmo sentiriam se tivessem que pedir esmolas estatais ou viver da pilhagem do trabalho alheio, como fazem os sindicalistas e os políticos de esquerda.

Rodrigo Constantino