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Bolsonaro acerta ao reduzir concurso público e lembrar que setor privado é quem cria empregos
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O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado que dificilmente haverá concursos públicos no Brasil nos “próximos poucos anos”, tendo em vista as restrições do orçamento público. O presidente afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, já decidiu restringir a realização de novos concursos para conter os gastos com pessoal do governo federal.

A declaração foi feita pelo presidente ao afirmar que não é o governo quem cria empregos. Segundo ele, o presidente poderia fazer isso apenas com concursos ou abrindo cargos comissionados na máquina pública, mas o caminho para reduzir as taxas de desemprego, afirmou, é estimulando o crescimento da economia brasileira por meio de investimentos privados. Ele citou como um fator em favor disso especialmente a aprovação da reforma da Previdência , que tramita na Câmara dos Deputados.

— Em todas as minhas andanças pelo mundo, parece que a palavra mágica passou a ser reforma da Previdência. Muita gente quer investir aqui. E gente de dentro do Brasil. Estão esperando isso que virou algo mágico. Se a Previdência sair, voltamos a ter confiança e os investimentos virão. E atrás disso vem emprego. Pessoal cobra de mim. Emprego não sou eu.

Bolsonaro acrescentou que poucas áreas do governo estão autorizadas pelo Ministério da Economia a realizar concursos e citou as polícias Federal e Rodoviária Federal. Em março, o governo endureceu as regras para realização de concursos. Um decreto aumentou as exigências para órgãos do governo pedirem novas seleções de servidores estatutários. É preciso apresentar ao Ministério da Economia ao menos 14 tipos de informação para fundamentar o pedido, demonstrando por exemplo que as atividades não poderiam ser prestadas por equipes terceirizadas.

Trata-se de ótima notícia! Em primeiro lugar, porque o Brasil precisa urgentemente acabar com essa cultura do concurso público. Muitos sonham em estudar, decorar, passar em concurso e ter a tal estabilidade de emprego, enquanto um sonho muito melhor para o país seria o do empreendedorismo, como vemos nos Estados Unidos. Segundo, porque o presidente foca na prioridade para retomar investimentos: a reforma previdenciária. Finalmente parece ter caído sua ficha. Por fim, as áreas em que podem ocorrer novos concursos são mesmo as precípuas do estado, como a segurança. O resto, melhor deixar o livre mercado fazer.

Rodrigo Constantino

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