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Rodrigo Constantino

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Casal Clinton, "ícone da classe média", faturou $ 25 milhões só com palestras

Hillary Clinton: discurso em nome da classe média, realidade de magnata capitalista. Fonte: GLOBO

Nada contra os ricos. Ao contrário: como um defensor do capitalismo liberal, entendo perfeitamente a legitimidade e importância da riqueza, já que a economia não é um jogo de soma zero em que João precisa tirar de Pedro para ficar rico. Mas não é esse o discurso dos “progressistas”, dos “igualitários” da esquerda. Para eles, o rico precisa pagar mais impostos, ser taxado de forma a igualar mais o resultado das trocas voluntárias.

Não deixa de ser curioso e irônico, então, o fato de que estão na esquerda vários milionários. Na esquerda americana, por exemplo, o Partido Democrata possui inúmeros ricaços, daqueles que levam uma vida de nababo típica dos capitalistas caricatos condenados pelos discursos esquerdistas. Al Gore, o homem que pede menor “pegada de carbono” aos outros? Podre de rico! Casal Clinton, o “ícone da classe média americana”? Milionários!

Hillary Clinton e seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, ganharam mais de US$ 25 milhões realizando mais de cem palestras desde o início de 2014. A ex-secretária americana de Estado também ganhou US$ 5 milhões em royalties de seu segundo livro de memórias, “Hard Choices”, lançado no ano passado.

A democrata, que anunciou recentemente sua intenção de disputar a corrida presidencial em 2016, foi alvo de críticas por ter dito que ela e o marido estavam “falidos” quando Clinton deixou a Presidência em 2001. Embora repleto de dívidas legais decorrentes dos diversos escândalos em que o então presidente se envolveu durante sua passagem pela Casa Branca, o casal logo recuperou as finanças com a autobiografia do ex-presidente, “Minha vida”, e com uma agenda lotada de palestras.

Durante os 11 anos em que serviu como senadora e secretária de Estado dos EUA, Hillary relatou que seu marido ganhou um total de US$ 105 milhões realizando mais de 540 palestras. Em 2012, último ano da democrata à frente do Departamento de Estado, Clinton ganhou US$ 16,3 milhões por 72 palestras.

O problema não é a riqueza, mas a hipocrisia, a distância entre discurso e prática, o ataque à ganância alheia, sempre a alheia, nunca a própria. E a proximidade com o poder, claro, que representa uma forma questionável, para dizer o mínimo, de se enriquecer. Mas esses esquerdistas, representantes da “classe média” (só na propaganda), nunca são os alvos dos igualitários. Os alvos são os empresários que ficam ricos oferecendo algo de valor aos consumidores.

Enquanto a esquerda “progressista” posa de abnegada contra os ricos e a desigualdade e preocupada com os mais pobres, como andam as finanças dos Republicanos, aqueles “insensíveis” que representam os interesses dos magnatas? Pois é: outro que apresentou informações financeiras ontem foi o senador republicano Marco Rubio, que anunciou sua intenção de disputar a Presidência em abril. A declaração indicou que Rubio e sua mulher têm uma dívida de US$ 450 mil, referente à hipoteca de sua casa.

Que coisa, não? O casal Clinton, cuja filha vive num apartamento de vários milhões em Nova York, fala em nome da classe média e dos mais pobres, enquanto os Republicanos de direita defendem os ricos. É isso mesmo? É isso que é vendido pela propaganda esquerdista. Mas, como podemos ver, trata-se uma vez mais de pura propaganda enganosa. A esquerda tenta monopolizar as virtudes e boas intenções, mas o que gosta mesmo é de levar uma vida bem gananciosa e, claro, hipócrita!

Não é verdade, Chico Buarque? Não concorda, Verissimo?

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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