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Rodrigo Constantino

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Cineastas tentam boicotar evento contra filmes de “direita”: patrulhamento ideológico na veia!

Ao comentar hoje mesmo o caso da censura ao livro de ficção de Eduardo Cunha (pseudônimo), destaquei como a liberdade de expressão possui poucos amigos no Brasil, especialmente na esquerda, que gosta muito de falar em diversidade e pluralidade. O que mais chocou o editor foi o silêncio de outras editoras, quando ele esperava solidariedade pela causa geral. Mas ele é um “editor de direita”, logo…

Pois bem: descubro agora que um grupo de cineastas (uma das categorias mais esquerdistas do planeta) resolveu boicotar um festival em Pernambuco, retirando seus filmes. Motivo? Em quase 30 filmes, tinham dois com viés de direita: um sobre Olavo de Carvalho, o outro sobre o Plano Real. E isso é insuportável para quem diz defender o diálogo aberto. A esquerda precisa ser hegemônica, ou nada feito. Vejam:

De acordo com uma nota pública divulgada pelos sete cineastas, a curadoria do Cine PE “favorece um discurso partidário alinhado à direita conservadora e grupos que compactuaram e financiaram o golpe ao estado democrático de direito ocorrido no Brasil em 2016. Para nós, isso deixa claro o posicionamento desta edição, ao qual não queremos estar atrelados”.

Em entrevista ao jornal “Diário de Pernambuco”, uma das diretoras que assina a nota, Gabi Saegesser, disse, ao justificar sua repulsa ao filme “Jardim das aflições”: “O filme vai contra qualquer possibilidade de diálogo, fala sobre o filósofo Olavo de Carvalho, um dos maiores representantes do conservadorismo de direita”. Para a cineasta, a presença do título na programação “é como se desrespeitasse a visão política e social de outros filmes e só reforça o ponto de vista do festival”.

Não é incrível? Ela quer diálogo. Como? Vetando o filme do lado oposto! Genial. Simplesmente genial. “É essa a nova geração de cineastas do Brasil?”, pergunta o blogueiro André Barcinski. Pelo visto, sim. O que significa dizer que é uma nova geração bem parecida com a antiga, que também gostava de uma censura e sempre defendeu a hegemonia de sua patota socialista.

É lamentável que artistas tenham politizado tanto assim sua arte, e que se recusem a sequer entrar em contato com o contraditório. Não há como sair nada inteligente de uma postura dessas. Apenas proselitismo ideológico, propaganda partidária, lixo, porcaria. A arte não deveria ser ideológica, menos ainda patrulheira desse jeito. Lamentável…

PS: Após a pressão da patrulha, a direção decidiu cancelar o festival. Ou seja, venceu a barbárie, a censura, a patrulha ideológica, a hegemonia de esquerda. Perderam todos, principalmente os telespectadores, que poderiam ver os diversos filmes e formar suas próprias opiniões, o que, pelo visto, é uma ideia apavorante para a esquerda “pluralista”.

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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