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Camila Pitanga não deveria nadar em águas desconhecidas. Sua seara é a encenação, a performance como atriz, vestindo diferentes papéis na televisão e no teatro. Quando ela resolve bancar a economista, sai de baixo! É vergonha alheia. Eis o vídeo que ela gravou para tentar influenciar a votação da terceirização, felizmente aprovada (os atores engajados têm cada vez menos poder de influência, como podemos notar):

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Gostaria muito que a atriz me dissesse onde foi que as leis trabalhistas foram flexibilizadas com resultados negativos. Porque a vasta experiência que temos diz o contrário: onde há mais rigidez, poder concentrado em sindicatos e “conquistas trabalhistas”, há mais desemprego e informalidade. Comparem a quantidade de “conquistas” que os trabalhadores brasileiros possuem com a dos americanos e vejam quem está em situação prática melhor.

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Nesse artigo pelo Instituto Liberal, Bernardo Santoro explica bem as vantagens da terceirização, atacada pelos sindicatos e defensores de nossa CLT, inspirada nas leis fascistas de Mussolini (curioso que a esquerda, que acusa todos que não são socialistas de “fascistas”, seja a maior defensora de uma lei fascista, não é mesmo?). Nesse outro texto, eu mostro quem está contra as mudanças e, portanto, contra os trabalhadores. Alguém acha mesmo que a CUT defende os direitos de algum trabalhador, em vez dos interesses dos próprios sindicalistas e políticos de esquerda?

Guilherme Macalossi resumiu bem a coisa:

Os verdadeiros reacionários são esses que se opõe a agenda de reformas tão necessária e tão tardiamente implementada no Brasil. O governo petista teve 14 longos anos para atuar na área. Preferiu empurrar com a barriga, já que seu objetivo era lucrar politicamente com o populismo econômico e fiscal. A esquerda está pouco se lixando para os trabalhadores. Prefere eles no olho da rua, desde que possa fazer o seu exercício retórico de defesa de direitos. A esquerda não está nem ai para os aposentados. Aposta na mistificação dos números da previdência para manter um sistema insustentável que no médio e longo prazo inviabilizará o futuro das gerações vindouras. Eles querem um país estagnado, refém de um status quo altamente dirigista, sindicalizado e jurássico.

Talvez a atriz devesse sair de sua bolha no “Projaquistão”, afastar-se um pouco da elite da esquerda caviar, e ver o que o povo trabalhador realmente pensa, em vez de aceitar os discursos vazios dos sindicalistas movidos a mortadela:

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Bandeiras vermelhas, mensagens socialistas, sindicatos oportunistas e “conquistas” ilusórias: o povo brasileiro não quer mais saber dessas coisas, Camila! Não tente nadar nessas águas. Você precisaria aprender o básico antes. E claramente não faz a menor ideia de como funciona a economia. Gravar mensagem com vários livros atrás não substitui a necessidade de efetivamente estudar o assunto. Com essa sua receita, nossa economia iria afundar de vez! Continue só atuando, portanto. Faça esse favor a todos nós e evite passar tanta vergonha alheia.

Rodrigo Constantino