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Rodrigo Constantino

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Em jogada de mestre, Trump expõe toda a hipocrisia democrata sobre imigração ilegal

O que você faria se seu maior inimigo se oferecesse para pagar a hipoteca da sua casa? No começo, você teria todo direito de desconfiar. Mas se ficasse claro que ele está oferecendo um presente sem qualquer contrapartida, por que recusar? Seria estranho, não é mesmo?

Foi essa analogia que Tucker Carlson fez em seu programa na Fox News sobre a jogada de mestre do presidente Trump. Eis um pouco do pano de fundo: todo presidente enfrenta um dilema terrível sobre o que fazer com os imigrantes ilegais pegos na fronteira. As leis não ajudam.

Os pais não podem ser separados dos filhos, mas os filhos não podem ser mantidos sob custódia nos acampamentos. O que fazer então? Soltar pais e filhos dentro do país, sendo que poucos aparecem para as audiências depois para avaliar seus casos de pedido de asilo? Devolve-los para o país de origem?

É um caso típico de se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Não por acaso Obama também teve de manter várias crianças em “jaulas” durante sua gestão, algo que só chocou a imprensa, aparentemente, quando feito por Trump.

É o Congresso que tem o poder de mudar as leis, ou autorizar mais fundos para a construção de dependências decentes para abrigar as famílias até que se resolva a situação delas. Mas o Congresso democrata não tem qualquer interesse em resolver isso.

No mais, durante anos a retórica esquerdista foi a de que ter imigrantes, legais ou ilegais, é ótimo para a nação! Não por acaso os “progressistas” criaram as “Sunctuary Cities”, que protegem até mesmo marginais das leis federais. Mais imigrantes, mesmo que ilegais, é sempre algo positivo segundo o discurso democrata.

O que fez Trump então? Já que está de mãos amarradas pelas leis, e já que os democratas “adoram” imigrantes, o presidente decidiu levar em ônibus esses imigrantes para as cidades que são “santuários” de imigrantes ilegais. Nada mais justo, não é mesmo? Se vocês gostam tanto, se querem tanto mais imigrantes, então toma!

A reação democrata expôs toda a hipocrisia da turma. Abusaram do termo “dump”, como se levar imigrantes em ônibus fosse sinônimo de jogar lixo nas ruas. De quem é o preconceito mesmo? Chegaram a falar que Trump agia de forma desumana e por cálculo político, para criar rejeição na população por meio do medo. Mas então esses imigrantes ilegais são perigosos, afinal de contas?

Vejam em menos de dez minutos como Tucker destrói a esquerda democrata:

Há um conceito comum aqui nos Estados Unidos chamado NIMBY: “not in my back yard”. É uma ode à hipocrisia daqueles que “adoram” prostíbulos, cracolância, imigrantes ilegais, desde que longe da minha casa.

O que Trump fez foi justamente pagar o blefe dos hipócritas democratas. Vocês adoram imigrantes ilegais? Acham que eles fazem bem para a América, que são o melhor da América, mesmo não sendo americanos? Então tudo bem: vou manda-los para seus quintais!

E aí bate aquele pânico na turma… é divertido. Não dá para negar que Trump seja corajoso. O cara peita o establishment canalha mesmo. Ele parte para ações concretas enquanto seus adversários se acostumaram a viver só de retórica vazia.

“Nossa cidade deve receber de braços abertos todos aqueles que buscam refúgio”, disse um dos democratas cafajestes com uma criancinha no colo, para aumentar o apelo sensacionalista. E como Trump responde? “Ok, tudo bem, já que você pediu…”

Vejam, por exemplo, o pânico da ultraprogressista Cher, que pelo visto poderia muito bem votar para a reeleição de Trump em 2020 fazendo coro na campanha da construção do muro, se fosse coerente:

Impossível não rir da cara de pau dos democratas. Eles “amam” os imigrantes ilegais. Mas por favor: mantenha essa gente bem longe da minha cidade!

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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