Carlos Andreazza, que realmente banca a liberdade de expressão
Carlos Andreazza, que realmente banca a liberdade de expressão| Foto:

Deu na Mônica Bergamo:

VETO TOTAL
O escritor e poeta Antonio Risério acusa a editora 34 de censurar romance que ele escreveu e que seria lançado em junho. Diz que um dos capítulos abordava de forma crítica o marketing de campanhas eleitorais, fazendo “referência implícita” a campanhas de Dilma. A editora cancelou a publicação.

ARMA BRANCA
Numa carta a Risério, a editora afirmou que “em face do acirramento da crise, com a turma pró-impeachment apelando para medidas ilegais e até criminosas para levar a cabo, a qualquer custo, a derrubada do atual governo (…), nós, editores e diretores da 34, não nos sentiríamos bem engrossando esse caldo. Num momento em que o bom senso e a reflexão crítica estão indo por água abaixo, o seu livro poderia ser instrumentalizado nesse sentido”.

NADA A DECLARAR
Risério, que foi assessor de Gilberto Gil no Ministério da Cultura durante o governo de Lula e hoje apoia a Rede, afirma que a decisão mostra “um sectarismo microconjuntural, uma coisa maluca de achar que um romance poderia contribuir para o impeachment. É uma megalomania de literatos”. A 34 não quis se manifestar.

Mas meu editor Carlos Andreazza, da Record, já se manifestou sobre o assunto, com uma boa notícia:

Cadê o manifesto de escritores, editores, livreiros etc. em defesa do autor censurado?

Não há. Não haverá. Mas não importa.

Acabo de conversar com Antonio Risério, a quem ofereci abrigo editorial – e então temos: “Que você é esse?”, o livro censurado, sairá pela Record, onde não há tempo ruim, a casa da pluralidade.

Pois é. Fica claro quem realmente preza a pluralidade, não apenas no discurso, mas na prática. O editor tido como “de direita”, enquanto a esquerda recusa até mesmo um esquerdista, que foi do governo Lula e apoia a Rede de Marina Silva, uma espécie de PT com nova embalagem de clorofila. Nem a esquerda pode se defender o impeachment! É essa a “pluralidade” dessa turma intolerante…

Rodrigo Constantino

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