Chega de o Brasil ficar refém de bandidos.| Foto:

O péssimo exemplo vem de cima. São as próprias lideranças do PT que instigam em seus braços armados na militância o comportamento destrutivo. Ao afirmarem que não reconhecem o governo Temer, que assumiu após um amplo processo legal e constitucional e foi eleito na mesma chapa de Dilma, esses petistas tentam mesmo incendiar o país. Suas hostes militantes logo se animam. O discurso é de ódio. A esquerda radical declarou guerra ao Brasil.

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Mas se forem por esse caminho, vão se dar mal. Recém-empossado como novo ministro da Justiça, o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, defendeu nesta quinta-feira (12) que a atuação violenta de movimentos de esquerda deverá ser combatida: “A partir do momento que seja MTST, ABC, seja ZYH, que deixam o livre direito de se manifestar para queimar pneu, colocar em risco as pessoas, aí são atitudes criminosas que vão ser combatidas, assim como os crimes”.

O ministro também chamou de “atos de guerrilha” protestos realizados em São Paulo no início desta semana contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Trata-se de uma mudança de postura muito positiva. Sabemos que o PT é cúmplice desses bandidos, mas também o PSDB se mostrou muito negligente e covarde durante sua gestão, deixando o monstro crescer.

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Se o atual governo realmente enfrentar esses criminosos, será uma nova fase em nosso país. Com algum transtorno pontual, é verdade, mas necessário para um amanhã melhor, livre dessa chantagem desses “movimentos sociais”. A esquerda radical já intensificou a retórica de ameaças, e não há porque Temer ceder a tais intimidações. Será que finalmente veremos Boulos e Stédile atrás das grades, onde já deveriam estar faz tempo?

Vou além: a Câmara dos Deputados devia instalar uma CPI do MST, talvez uma CPI dos Movimentos Sociais. É preciso quebrar as pernas desses grupos, secando suas fontes de financiamento, a maioria delas ilegais, pois se disfarçam de políticas públicas. Hoje, até as bolsas de iniciação científica das universidades, em muitos casos, não preparam futuros cientistas – mas sim militantes, eufemismo para milicianos.

O MST, por exemplo, cria cooperativas, que deveriam ser técnicas, dando assistência aos assentados, mas, na prática, são políticas, usando recursos públicos para financiar suas invasões criminosas. O mesmo vale para os movimentos dos “sem-teto”, liderados por Guilherme Boulos, que se tornaram sócios oficiais do Minha Casa Minha Vida – uma sociedade que precisa ser cortada de imediato por Temer. Sem cortar essas fontes de financiamento, o PT ainda vai ter muito fôlego para atrapalhar qualquer governo.

O primeiro passo já foi dado por Temer: colocar o MinC dentro do ministério da educação. Os artistas engajados, aliados desses “movimentos sociais”, começaram a choradeira. Mas, como se diz por aí, o choro é livre. Espera-se que Temer consiga manter essa decisão, apesar de gritaria na imprensa, dominada por esses artistas. Não se sabe por que o ministério dos Esportes foi mantido, outro antro de esquerdismo infiltrado. Talvez só por conta das Olimpíadas.

Quem pensa que para valorizar a cultura verdadeira, o esporte e a educação é preciso ter um ministério, então precisa explicar porque não temos um ministério do lazer, ou mais, um ministério do ar que respiramos. Essa tentativa de monopolizar os fins nobres é típica da esquerda: se você não defende o estado como gestor, então você não defende a finalidade em si. Ora, é justamente por valorizar tanto a cultura que acho que ela não deve ser submetida aos caprichos e interesses da elite incrustada no governo.

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O resultado, conhecemos: funk de péssimo nível sendo fomentado e artistas que fazem campanha para o governo ganhando privilégios. A funqueira Tati Quebra-Barraco já fez viagens pela Europa com recursos públicos, tudo em nome da cultura. É isso que a esquerda defende na prática, quando fala em nome da cultura. É hora de blindar a cultura verdadeira das garras desses socialistas. Gustavo Nogy foi além, com ironia:

Desaprovo a extinção do ministério da cultura, ou, eufemisticamente, sua “absorção” (risos, gargalhadas) pelo ministério da educação. Tal medida denota visão atrasada e pouca compreensão dos reais problemas do país. A verdade inapelável é que ambos os ministérios – o da educação e o da cultura – deveriam ser imediatamente extintos. Acabar com um único cabide de empregos e centro de distribuição de benesses estatais é mesmo um rematado absurdo.

Mas sabemos que Temer está mexendo num vespeiro. Por isso vai precisar de todo apoio dos brasileiros independentes, trabalhadores. A elite vermelha da esquerda caviar, com seus braços armados disfarçados de “movimentos sociais”, já começou a guerra suja. Se o Brasil quer mesmo virar essa página, superar esse estágio atrasado em que ficamos reféns desses vagabundos, então será necessário reagir, com a lei, com a polícia. Não se vence uma guerra com flores ou quando não se reconhece o real objetivo dos inimigos.

Rodrigo Constantino