Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
Estudantes de Mogi das Cruzes não querem debate: querem só proselitismo de esquerda mesmo!
| Foto:

Um grupo formado por alunos dos cursos de Jornalismo e Direito da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) procurou a reportagem de O Diário para reclamar do evento ‘Vamos Falar Sobre’, que será realizado no próximo dia 2 no Campus mogiano. Os estudantes consideram o debate como desrespeitoso porque foram convidados apenas personalidades de extrema direita. “Achei irresponsabilidade por parte da UMC aceitar uma palestra com um movimento tão prejudicial aos diretos do cidadão”, disse o estudante Diogo de Carvalho Leal, de 19 anos, se referindo o líder do Movimento Brasil Livre Kim Kataguiri, um dos convidados da noite.

Alguns dos estudantes apontam que essa é uma forma de a universidade disseminar pensamentos mais conservadores e de cunho político. Este é o caso da aluna do quinto semestre de Direito, Isabelle Caroline Capelli Braga, de 20 anos. “A partir do momento que a universidade não abre suas portas para movimentos sociais, mas abre para um movimento de extrema direita, isso reflete o verdadeiro pensamento da instituição”, enfatiza.

O organizador do evento e estudante do terceiro semestre de Publicidade e Propaganda da UMC,  Felipe Ferreira da Silva, de 18 anos, explicou que já mantém contato com Kim Kataguiri e o youtuber Arthur, do Mamãe falei, por isso os convidou para a primeira edição do evento. “Geralmente só fazem um debate com pessoas de esquerda. Eu acho que os convidados vão chamar atenção para assuntos de interesse social, tendo em vista o cenário político de agora” enfatizou.

A UMC informou que não é organizadora do evento, apenas alugou o Teatro Manoel Bezerra de Melo.  E ressaltou que a iniciativa não possui nenhuma ligação com os cursos da UMC.

Só o uso da expressão “extrema-direita” já é risível e mostra o tipo de gente que se opõe ao evento. A turminha mimada acostumada a “debater” somente dentro da bolha esquerdista, que acha que convidar “movimentos sociais” que invadem propriedades seria mais “democrático” do que convidar o professor de filosofia Francisco Razzo para uma palestra.

Temos inúmeros eventos com a extrema-esquerda em tudo que é canto universitário do país, mas não pode ter um só evento com dois liberais e um conservador, que o pessoal já entra em pânico e passa a falar de “viés de extrema-direita”. Seria cômico, não fosse tão trágico, pois retrata a realidade de nossa “educação”: gente que nunca aprendeu a debater de verdade, respeitando o contraditório.

Convidar Guilherme Boulos, do MTST, que estava com um bando de arruaceiros na “greve geral” da CUT e do PT sexta, incluindo alguns marginais que foram presos pela polícia? Isso é democrático e sinal de tolerância e pluralidade. Escutar o que o jovem Kim Kataguiri do MBL tem a dizer? Fascistas!

Mas o espernear dessa patota, além de divertido, é sinal de que os ventos de mudança sopram com força mesmo. Os liberais e conservadores perderam o medo de se manifestar, e começam a levar um ponto de vista diferente, ausente nas salas de aula dos militantes disfarçados de professores, aos jovens alunos. A hegemonia de esquerda acabou. E isso desperta pânico em quem só sabe doutrinar, jamais debater…

Para quem quiser maiores informações sobre o evento, aqui está o link. Eis um vídeo de Arthur do Val, um dos palestrantes e autor do “#mamãefalei”:

Rodrigo Constantino

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]