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Rodrigo Constantino

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Jean Wyllys como “exilado político”: jogada de marketing de quem só sabe bancar a vítima

O deputado Jean Wyllys, reeleito com pouquíssimos votos, descobriu uma forma de se manter em evidência, e não é voltar para o BBB. Ele resolveu se declarar um “exilado político” com muito medo de ser alvo de algum crime por ser gay e político de esquerda. Surge logo uma dúvida: Jean Wyllys vai se “exilar” porque é um esquerdista gay perseguido, mas seu suplente também é um esquerdista gay assumido e não é perseguido?

Não importa. A senha foi dada: o Brasil é um país sob uma espécie de ditadura homofóbica. Não faltam veículos de comunicação nacionais e internacionais para comprar a “tese”. A esquerda aproveitou para capitalizar em cima da notícia, enquanto alguns mais neutros, os “isentões”, mostraram solidariedade ao “pobrezinho”.

Logo esqueceram que ele é do partido que apoia a verdadeira ditadura opressora, aquela de Maduro na Venezuela. Esqueceram que era do mesmo PSOL o marginal que tentou matar Jair Bolsonaro. A narrativa é tudo que importa para essa turma, e bancar a vítima é só o que sabem fazer. Mas as reações nas redes sociais não foram tão boazinhas para com o deputado do cuspe. Vejamos alguns exemplos:

A resistência cenográfica está deixando claro que não vai aceitar a democracia imposta goela abaixo: ou nos dão o fascismo ou a gente inventa um, com exilado e tudo. Viva a revolução. O cinegrafista Santiago Andrade foi morto por dois animais protegidos pelo PSOL. O presidente da República foi esfaqueado e quase morto por um ex-membro do PSOL. O Manual do Covarde explica como investir na violência para viver como vítima dela. – Guilherme Fiuza

Eu não gosto muito de ficar levantando certas coisas, mas eu sou gay, negro, parlamentar e estão investigando um atentado contra mim. Não são ameaças virtuais, são reais. Não estou nas capas dos jornais e nem pretendo sair do país. Pelo contrário, estou mais forte para continuar. […] A diferença é que ao contrário de Jean Wyllys eu não usei da tal “minoria” para me eleger, ao contrário, mostrei com o trabalho que ser negro ou gay, são características que simplesmente não importam desde que você tenha caráter. – Fernando Holiday, vereador de SP e do MBL

Jean Wyllys pode até estar com medo, mas seu movimento esconde um propósito da esquerda: criar uma mentirosa narrativa internacional sobre uma perseguição a homossexuais patrocinada pelo governo Bolsonaro. Parece absurdo? Ok, então não acredite em mim, acredite no PT: “A presidenta do PT, e o vice prestaram solidariedade hoje a , que renunciou ao seu mandato de deputado para fugir da perseguição patrocinada pelo novo governo”. – Deputado Paulo Martins

A decisão do Jean Wyllys de deixar o país é baseada em cálculo, não em ameaças potenciais. Vai atuar no exterior bancando o “exilado”, como se estivesse em curso no Brasil um regime antidemocrático que estimula a violência contra os divergentes. – Guilherme Macalossi

Sair do Brasil não tem nada a ver com perseguição. Jean UiUi quer reforçar a ideia, já vigente no mundo pela atuação da extrema-imprensa, que vivemos sob uma ditadura. Deixa no seu lugar alguém ainda mais esquerdopata que ele e ligado ao que há de mais podre no jornalismo. – Leandro Ruschel

Foram vários outros comentários do tipo, de quem não cai facilmente no drama arquitetado pela extrema-esquerda. Circularam também rumores do que poderia ser a verdadeira causa da fuga do deputado: medo de investigações no Brasil, venda do mandato para o namorado do “jornalista” gringo etc.

Não importa se são teorias conspiratórias ou não. O que importa é que essa desistência não tem nada de nobre, de heróica, ao contrário do que o deputado tenta transmitir. Eu cheguei a comentar:

Eu poderia ter dito que fugi do Brasil por medo de ameaças de petistas, ajudando numa narrativa de que vivíamos sob uma ditadura. Mas se eu fizesse isso eu seria mentiroso, talvez um deputado, certamente de esquerda. Eu não vim do BBB. E não precisei bancar o “exilado político” para obter meu Green Card, que veio por mérito pessoal. Resta saber para onde o socialista vai fugir. Ninguém aposta em Cuba ou Venezuela. Ele mesmo cita Cuba só como ironia, pois sabe que a esquerda caviar, no fundo, adora países capitalistas…

Passar a imagem de que gays socialistas são perseguidos pelo governo Bolsonaro era o intuito o espertinho que vai passar um período sabático no exterior. E claro: ninguém acredita mesmo que vá escolher Cuba, Venezuela ou Coreia do Norte como destino. Até ele ironizou ao jornalista, ao confessar que diria que vai para Cuba como troça.

Em seu lugar, vem o suplente David Miranda, cujo perfil é igualmente assustador: nada fez na vida além de bancar a vítima e erguer a bandeira de minoria. É mais conhecido como namorado do Greenwald, o que deu o furo de reportagem do Snowden. E ponto. A “profissão” dessa gente é ser vítima, ou melhor, bancar a vítima. Jean Wyllys, não custa lembrar, venceu o BBB ao bancar a vítima, foi eleito deputado bancando a vítima, e seguiu sua carreira sempre se fazendo de vítima, mesmo quando era o agressor a cuspir num colega de parlamento.

Assim é a esquerda: enquanto apoia o tirano da Venezuela que mata inocentes e persegue opositores, finge-se de vítima de perseguição política num país em que ninguém é perseguido por ser gay ou de esquerda. Ao contrário: essa turma goza de enorme “assessoria de imprensa” na grande mídia, disfarçada de “jornalismo”.

Hoje mesmo já vemos vários deles dando eco à narrativa calhorda de Jean Wyllys. A esquerda é podre!

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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