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Rodrigo Constantino

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Lula trai Dilma e acusa companheira de ter traído seu eleitorado

Eis a primeira coisa que você precisa saber sobre comunistas: eles são seres imorais. Sim, para eles, a moralidade é uma afetação burguesa. Mentir é parte essencial de sua “formação”. Outra coisa importante a saber sobre eles é que só o poder importa. E para tanto, indivíduos são meios sacrificáveis. Se for preciso, então, mentir e jogar alguns companheiros na fogueira, oferecidos como bodes expiatórios, tudo bem.

É com base nesse conhecimento que podemos entender a entrevista recente de Lula, em que ele acusa Dilma de ter “traído seu eleitorado”. Lula quer ser candidato em 2018, e para ter alguma chance precisa se distanciar da desgraça que foi a gestão petista. O jeito mais fácil é depositar em Dilma toda a responsabilidade pelo fracasso.

Na entrevista, publicada neste domingo (22), Lula diz ter certeza de que, assim como ele, Dilma pensa que ele deveria ter concorrido em seu lugar nas eleições de 2014. Ao responder se estava arrependido por não ter disputado, Lula disse que não porque foi leal a Dilma. “Ela tinha direito de ser reeleita. Mas eu pensei nisso muitas vezes e eu sei que Dilma também. O que acontece é que eu não sou o tipo de pessoa que se arrepende”.

Em primeiro lugar, só os psicopatas não se arrependem de nada. As pessoas normais, quando erram, carregam em si a culpa. Mas, novamente, eis aí um conceito burguês e cristão, alheio aos comunistas. Tanto que mataram milhões de pessoas e ainda assim não se sentem culpados, continuam defendendo a mesma ideologia assassina.

Dilma quis ser reeleita, Lula é um sujeito leal, e garantiu esse direito dela. Aí ela foi lá, traiu seus eleitores, tudo deu errado, e o resto da história conhecemos. Eis a narrativa que o petista preparou para sua campanha. A traição de Dilma foi promover o “ajuste fiscal”, outra mentira, já que Dilma não cortou os gastos públicos. Mas PT é sinônimo de mentira, e isso já ficou claro a todos (ou quase todos, pois sempre existirão os cegos voluntários).

Eu já escrevi vários textos aqui no blog mostrando que Lula é Dilma e Dilma é Lula, que ambos são indissociáveis, algo que o próprio Lula já confessou. Cansei de mostrar que a desgraça foi obra do PT como um todo, não só de Dilma, e que começou a ser plantada ainda no governo Lula. O professor Rogério Werneck também escreveu nessa linha em sua coluna recente:

A política econômica do segundo governo Lula foi, em boa medida, a política de Dilma Rousseff. O que se presenciou, especialmente a partir de 2008, quando, afinal, a bandeira da “nova matriz econômica” pôde ser os tensivamente desfraldada, foi o inexorável desenrolar do desastre, como num grande acidente ferroviário filmado em câmara lenta.

Como bem esclareceu a própria expresidente Dilma, em entrevista à “Folha de S. Paulo” de 28 de julho de 2013, ela e Lula eram “indissociáveis”. “Eu estou misturada com o governo dele total. Nós ficamos juntos todos os santos dias, do dia 21 de junho de 2005 [quando ela assumiu a Casa Civil] até ele sair do governo.”

Mesmo que as políticas econômicas de Dilma e de seu antecessor tivessem sido completamente diferentes e “dissociáveis”, Lula ainda teria de ser politicamente responsabilizado por ter patrocinado, contra tudo e contra todos, a ascensão à Presidência de pessoa tão flagrantemente despreparada para o exercício do cargo.

[…]

De qualquer ângulo que se olhe, não há como deixar de responsabilizar Lula pela longa e colossal crise por que vem passando o país. E é isso que atormenta o PT.

Lula é Dilma, Dilma é Lula, e ambos são o PT. Qualquer outra coisa é mentira para afastar Lula do estrago causado por seu governo. Lula é candidato, por isso essa mentira tática. Ao ser questionado sobre a hipótese de não concorrer, Lula disse que espera disputar a Presidência, mas que “ninguém é imprescindível”. “Existem milhares de Lulas.”

Nisso ele está certo e errado ao mesmo tempo. Sim, existem milhares de Lulas por aí, gente indecente, imoral, mentirosa, oportunista, corrupta, disposta a tudo para se dar bem. Ao mesmo tempo existe um só Lula, alguém que reúne todas essas características de forma espantosa e lidera uma quadrilha disfarçada de partido, ainda com chances concretas de vencer em 2018. O maior cínico de todos é Lula, e mais ninguém.

Mas, de fato, o inimigo não pode ser apenas Lula, pois outros “milhares” existem por aí, prontos para utilizar as mesmas armas imorais para chegar ao poder e pilhar a nação. O inimigo mesmo, o maior de todos, é o comunismo que Lula, o PT, o PSOL e a Rede representam.

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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