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Rodrigo Constantino

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Meghan Markle “mata” príncipe Harry e coloca um Trudeau em seu lugar

A atriz e duquesa Meghan Markle impôs uma vida muito mais saudável ao marido, o Príncipe Harry. Uma fonte próxima ao casal revelou ao site do canal de TV Fox News que a celebridade hollywoodiana fez com que o caçula do Príncipe Charles abandonasse seus vícios em café, álcool, cigarro e hambúrguer e o hábito de caçar.

Segundo contato do site, a principal influência de Markle foi notada na ausência de Harry na tradicional caçada anual dele na companhia do irmão e do pai no mês de novembro. O Príncipe esteve ausente no ano passado e sua decisão de não ir teria sido impulsionada pelas críticas de Markle ao hábito da caça esportiva.

“Ele raramente erra um tiro, mas ama demais a Meghan, então provavelmente os dias de caça dele chegaram ao fim”, disse o contato.
Markle também influenciado uma melhoria drástica nos hábitos alimentares do marido. Por causa dela, o Príncipe teria substituído o consumo constante de hambúrgueres e junk food por frutas e vegetais. Da mesma forma, Harry também parou de fumar. “Ele perdeu peso, está comendo melhor e parou de fumar”, disse a fonte.

Carlos Andreazza ironizou a manchete: “Isto é um eufemismo para dizer que a moça assassinou o sujeito?”. De fato, essa vida bem mais “regrada” soa um tanto mais… entediante também, não? Se quiser ser aceito nos círculos de Hollywood, porém, é preciso ser fitness, comer light, abraçar causas “nobres” e valorizar mais a vida do ovo da tartaruga do que do feto humano. Ah sim: cocaína está liberado, pois ninguém é de ferro!

Em Esquerda Caviar, a minibiografia que eu tinha preparado, mas que acabou ficando de fora do livro, era a seguinte:

Rodrigo Constantino adora animais (de preferência ao ponto para mal passado), gosta de mulher feminina e sem pelo no sovaco, fuma charuto ocasionalmente (mas não curte drogas), não liga para reciclagem ou para comida orgânica, detesta aquela luz branca de hospital em casa, não perde noites de sono por causa do mico-leão-dourado em extinção, recusa-se a dirigir um daqueles carros elétricos horrorosos, aprecia armas (especialmente aquelas que intimidam ou eliminam bandidos), abomina a ideia embusteira de justiça social, não considera o lucro um pecado, apoia o povo de Israel contra os terroristas islâmicos, não culpa o Tio Sam pelos males da Humanidade (muito pelo contrário) e, apesar de ateu, respeita o legado positivo do Cristianismo e da Igreja em nossa civilização. Em suma, trata-se de um herege incurável para a seita esquerdista!

Só não me considero mais ateu, mas o resto continua. É verdade que uma vida mais saudável, com equilíbrio, é desejável, especialmente quando já passamos dos 40. Mas equilíbrio não é viver como se já estivesse morto, ou com o único intuito de postergar a presença na Terra. Equilíbrio é justamente saber que pode sair pela tangente de vez em quando, desde que compense depois.

O príncipe Harry era mais legal antes, quando caçava, fumava e usava fantasia de nazista em festa. Hoje, pelo visto, o rapaz teve que se curvar diante do politicamente correto – e da esposa atriz, naturalmente. Deve viver mais alguns anos, provavelmente. Mas cabe a pergunta: qual vida?

Agora, se me dão licença, preciso colocar o hambúrguer na brasa e acender meu charuto…

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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