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Rodrigo Constantino

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Nem todo impeachment é golpe: mas todo socialista é um oportunista safado

Não tenho procuração para – muito menos interesse em – defender o prefeito Crivella. A reportagem do GLOBO sobre uma reunião fora de pauta com falas que indicam privilégios para um grupo religioso é grave, e o prefeito deve explicações. Dito isso, não podemos ser idiotas úteis e massa de manobra de oportunista de plantão.

Nessa história não tem santo, mas entre os capetas eu confesso suspeitar mais de Freixo, o socialista papagaio de pirata ali no momento de pedir o impeachment do prefeito, e da poderosa emissora, que tem uma agenda “progressista” radical e vem fazendo de tudo para derrubar Crivella. Confiar no bispo da Universal? Jamais! Mas nem por isso seremos inocentes úteis dos socialistas globais.

Crivella tentou se defender das acusações:

Se foi convincente ou não, deixo ao leitor decidir. Meu foco aqui é outro: é justamente esse oportunismo escancarado dos socialistas. Eis o que Freixo postou em suas redes sociais:

Roubou bilhões, destruiu todas as estatais, aparelhou até o STF, usou o BNDES para ajudar ditaduras comunistas, afundou com a economia, mentiu, “pedalou”, explodiu as contas públicas e desrespeitou várias leis? Se falar em impeachment é GOLPE! Agora, marcou uma reunião fora da pauta oficial com alguns evangélicos e falou em ajuda municipal para cirurgias de catarata? Impeachment Já! Eis aí a ética e a imparcialidade do PSOL de Freixo…

A tremenda cara de pau não passou despercebida nas redes sociais. Vários apontaram para o duplo padrão patético do socialista. Eis alguns casos:

São vários e vários comentários como esses. É possível enganar algumas pessoas por muito tempo ou várias pessoas por pouco tempo, mas não é possível enganar quase todos por tempo demais. O PSOL é uma farsa, uma linha auxiliar do PT, que puxa da cartola seus “princípios” apenas quando interessa, ou seja, não tem princípios, é guiado única e exclusivamente por seu projeto de poder.

Falar em ética e PSOL na mesma frase, como fez a economista Eduarda La Rocque (que felizmente não estará mais na coordenação do Partido Novo), é uma piada de mau gosto. Não há ética para socialistas, pois eles são “dialéticos” e movidos pela causa revolucionária: tudo aquilo que ajuda no avanço dessa ideologia deve ser endossado, e tudo que atrapalha deve ser rejeitado.

A banalização do pedido de impeachment foi total por conta do abuso esquerdista. PT e PSOL sempre pedem impeachment, desde Collor. Mas quando de fato temos todo embasamento do mundo para efetivamente demandar o impeachment, como no caso de Dilma, aí eles vêm com esse discurso de “golpe das elites” contra líderes “populares” e “democraticamente eleitos”. Patético!

Que alguém como Freixo consiga enganar “bacanas” da zona sul carioca, membros da esquerda caviar e da população universitária, é algo esperado, mas ainda assim lamentável. O discursinho revolucionário de “igualdade”, que na prática defende o modelo venezuelano, só seduz trouxa mesmo, gente alienada, elite culpada e ignorante. Em 2012 eu já tinha explicado melhor porque é absurdo “fechar com Freixo” e ignorar as origens do PSOL:

Crivella é um prefeito apagado, fraco, e não merece ser defendido com muita empolgação. Mas não se trata aqui de defender Crivella, e sim em se defender de Freixo e companhia, do avanço dos socialistas oportunistas que contam com claro apoio da maior emissora do país.

Flávio Bolsonaro também perdeu para Crivella, mas nem por isso tem sido oportunista nesse momento, e reconhece a ameaça muito maior que vem da extrema-esquerda:

Churchill disse que, se fosse preciso se aliar ao Diabo para derrotar Hitler, ele até desceria ao Inferno para dizer uma ou duas coisas elogiosas ao capeta. O mesmo vale aqui: o inimigo não é a bancada evangélica, que tem impedido aberrações como ideologia de gênero enfiada goela abaixo de crianças nas escolas, mas sim esses vermelhinhos que querem subverter toda a moral, destruir nossos valores e criar um “mundo novo” do zero, à sua imagem (estranha) e semelhança.

O forte cheiro de golpismo no ar só nos leva a uma postura razoável nesse caso todo: Fica, Crivella! E fora, Freixo e PT!

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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