i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Rodrigo Constantino

Foto de perfil de Rodrigo Constantino
Ver perfil

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

O colapso brasileiro

  • PorRodrigo Constantino
  • 12/02/2018 12:45
O colapso brasileiro
| Foto:

Por Leandro Ruschel

Vou explicar novamente o motivo do colapso brasileiro. Tentarei ir direto ao ponto.

A esquerda acredita que a estrutura social tradicional é opressiva e injusta, logo tal estrutura precisa ser destruída para que uma nova, mais “justa e inclusiva” seja criada.

Esquecem que a estrutura social tradicional, por mais falhas que apresente, é fruto da milênios de interação entre grupos humanos em busca da estabilidade e do menor nível de sofrimento possível. Ela é fruto da tradição judaica, da filosofia grega, do cristianismo, da Common law, do sistema americano de governo, da Revolução Industrial, entre outras influências positivas.

Todas essas evoluções positivas tem algo em comum: o respeito à natureza humana, algo que muitos filósofos chama de direito natural. Elas emanam do estudo cuidadoso da história e do comportamento político dos seres humanos. É o tema central das religiões e dos mitos.

Em contraposição, a esquerda nasce como um movimento de revolta em relação à própria estrutura da realidade, motivado pela inveja, pelo ressentimento e pelo medo. O esquerdista acredita que a realidade é estruturalmente opressiva e precisa ser radicalmente modificada.

Gramsci, o mais influente filósofo da esquerda brasileira, acreditava que a Igreja é o maior inimigo da revolução. Logo, para mudar a sociedade os valores cristãos precisam ser atacados, coisa que vem acontecendo nas últimas décadas. A moral cristã, base das nossas leis e das nossas tradições sociais está sendo destruída pela infiltração dos discípulos de Gramsci nas escolas e universidades, na própria Igreja, na imprensa, nas associações e em praticamente todas as esferas do Estado.

A corrupção dos valores ocorre tanto de cima para baixo quanto de baixo para cima. No nível individual, a perda de valores representa a maior chance do cometimento de crimes. Já por parte da estrutura do Estado, que deveria ser o freio final ao comportamento criminoso, punindo sistematicamente e assim criando um bom incentivo para os cidadãos andarem na linha, temos a flexibilização da lei, com base na ideia de vitimização dos bandidos. Os criminosos não seriam responsáveis pelos seus crimes, mas sim vítimas de uma sociedade injusta.

Ao mesmo tempo, a polícia é hostilizada, tratado como um braço do sistema opressor. Os governos passam a dar prioridade para outras despesas, como o pagamento de uma folha de servidores inchada que não oferecem nenhum retorno para a sociedade, servindo apenas para engrossar o exército gramsciano. A própria ação policial é hostilizada pela imprensa, por influenciadores e pela própria Justiça.

O resultado óbvio é a o aumento exponencial da criminalidade, uma implosão da estrutura social, facilitada por comportamentos cada vez mais degradantes em todos os níveis.

Esse era exatamente o objetivo da revolução gramsciana.

Tal situação abre espaço para a “solução”, do ponto de vista da esquerda, a criação de uma nova sociedade, do ponto de vista da direita, o resgate de uma estrutura conservadora, o que seria a contra-revolução.

A solução esquerdista já gerou milhões de mortes em diferentes locais e épocas. Todo o seu potencial destrutivo pode ser observado em tempo real na Venezuela.

É isso que queremos para o Brasil?

Uma solução de curto prazo conservadora para o colapso brasileiro passa por uma intervenção aguda conduzida por um grupo de líderes preparados e firmes, apoiados pela fração saudável da sociedade. Meu temor é que tais líderes não existam e que a fração de pessoas moralmente saudáveis seja muito pequena para amparar tal movimento. Nesse caso, o inferno venezuelano seria o destino do país em algum momento.

Uma solução de longo prazo envolve o trabalho de formiguinha, da reconstrução dos nossos valores tradicionais através da ocupação de todos espaços, o uso da estratégia gramsciana pela direita. Novamente, há pessoas suficientes, engajadas e organizadas para tal tarefa?

Talvez o caminho mais provável seja um meio-termo, com um estado permanente de caos organizado, um limbo, mantendo o status quo do salve-se quem puder, onde os sanguessugas do Estado mantenham os seus imorais privilégios, a esquerda não tenha força para criar o sonhado regime chavista e a direita fragmentada consiga evitar o pior, nada além disso.

Triste realidade do Brasil.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.