03/08/2016- Brasília- DF, Brasil- Presidenta Dilma Rousseff durante entrevista para Gregório Duvivier, Entrevistador da TV Arte no Palácio da Alvorada.(Brasília - DF, 03/08/2016) Foto: Roberto Stuckert Filho/PR| Foto:

Pronto. Era o que faltava para todos terem a certeza absoluta da importância de se aprovar a PEC 241, mais conhecida como PEC do teto. Dilma, ainda com a faixa presidencial (não caiu a ficha?), recomenda o “especialista” em contas públicas, o grande “economista” Gregorio Duvivier, para explicar em 3 minutos as desvantagens da medida. Se alguém ainda tiver alguma dúvida de suas vantagens depois disso, pode escolher como se matar de vez: enforcamento, gás de cozinha ou pulando da ponte. Pois a morte cerebral já terá sido atestada. Vejam:

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Como disse Thiago Kistenmacher, colaborador do Instituto Liberal, “podemos dar meia volta, já chegamos no fim da picada”. Nós temos Raul Velloso, Mansueto Almeida, Samuel Pessoa, especialistas em contas públicas que aprovam a PEC do teto, que explicam a extrema necessidade de se conter o avanço dos gastos públicos. Eles têm Greg, diretamente da Porta dos Fundos. A decadência da esquerda não poderia ser maior. Ou poderia? O que o “especialista” Tico Santa Cruz tem a dizer sobre a proposta de limitar os gastos públicos? Dilma ainda não recomendou nenhuma análise dele…

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Para ser justo com a esquerda jurássica, não é apenas Greg que se manifesta contra a PEC, com “incríveis argumentos”. É também o Cofecon! Sim, a entidade que “representa” milhares de economistas. O mesmo que tem um jornalzinho que defendia Hugo Chávez e o modelo venezuelano. No dia em que o “imposto sindical” desaparecer e a obrigatoriedade de ser filiado a um sindicato desaparecer, o Cofecon desaparece junto! Esse lixo não representa um só economista sério, e só sobrevive com o dinheiro arrecadado à força dos economistas.

Se alguém quiser realmente entender o que está por trás da PEC, de uma forma didática que até o Greg poderia entender (talvez eu tenha forçado a barra agora), recomendo esse texto do Alan Ghani na Infomoney. Se mesmo depois disso o sujeito continuar achando que “gasto público é vida”, como dizia Dilma, sem se dar conta das consequências dessa mentalidade para os mais pobres (inflação alta de desemprego), então só lhe resta ser fã do Greg mesmo. Não do humorista voluntário, mas daquele involuntário, quando tenta dar aulas de economia…

Para quem quiser se aprofundar mais no assunto e evitar tamanho constrangimento, tanta vergonha alheia como aquela produzida pelo Greg e por Dilma, recomendo meu curso online “Bases da Economia”. Com certeza ficará transparente, cristalino o grau de bobagem desses que estão condenando a PEC do teto como se os gastos públicos pudessem aumentar indefinidamente.

Não tem jeito: alguém que ainda defende a esquerda radical, o PT e companhia, é mesmo um caso de divã, de psiquiatra. E por falar nisso, eis o que um dos bons, José Nazar, escreveu em sua página do Facebook: “Parece que a ficha ainda não caiu para muitas pessoas. Inclusive, próximas. O PT e seus congêneres – PSOL, PCdoB, PDT -, eles todos necessitam ser exterminados. Muitos políticos saíram do PT e migraram para outras siglas. Outros tantos já estão de malas prontas. Mas, insisto: precisamos exterminar essa raça que tem, na sua raiz, o germe da canalha. Como se faz: não votando neles”. Eu só acrescentaria a Rede nessa lista. O resto está perfeito.

PS: O Antagonista resgatou esse material produzido pelo então ministro Nelson Barbosa, do próprio PT, deste ano ainda, em que ele defende a necessidade de se limitar os gastos públicos. Está escrito lá, claramente, da necessidade de se “estabelecer um limite” para os gastos públicos. Mas desde quando petista em particular e esquerdista em geral tem algum compromisso com a coerência?

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Rodrigo Constantino