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Rodrigo Constantino

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Operação que mira em Cristiane Brasil expõe máfias sindicais

O sindicalismo talvez seja, entre todos os “ismos”, o mais perverso câncer no Brasil. Somos um país tomado por máfias sindicais em simbiose com o poderoso e inchado estado, o que é quase a definição de fascismo. E a nova operação da Polícia Federal que tem como alvo a deputada Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, expõe como as tetas estatais são valorizadas por meio dos sindicatos:

Além do gabinete na Câmara, a PF também faz busca e apreensão no apartamento funcional da deputada Cristiane Brasil em Brasília e em sua residência no Rio de Janeiro.

Cristiane Brasil está proibida de frequentar o Ministério do Trabalho e de manter contato com os demais investigados ou servidores do Ministério, conforme medidas cautelares impostas pela Justiça.

A deputada afirma que vê com tranquilidade a ação da PF. “Espero que as questões referentes sejam esclarecidas com brevidade e meu nome limpo”, diz a deputada em nota divulgada na manhã desta terça-feira.

A primeira fase da Registro Espúrio foi deflagrada no último dia 30, quando mirou os gabinetes dos deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB).

A prisão dos deputados foi pedida, mas negada pelo ministro Edson Fachin. O presidente nacional do PTBRoberto Jefferson, também é alvo da investigação. São mencionados pagamentos que envolviam valores que chegaram a R$ 4 milhões pela liberação de um único registro sindical.

Depois de cerca de um ano de investigação, a PF descobriu um esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho. A suspeita é que a trama envolva servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares. Desde 2017, parte dos integrantes do grupo responde a uma ação por improbidade administrativa em andamento na Justiça Federal, em Brasília.

[…] O núcleo captador, formado por lobistas e advogados, faziam a intermediação entre os sindicatos ineressados em registros com os demais integrantes da organização criminosa. O esquema se completava com a atuação do núcleo financeiro, viabilizava os pagamentos das entidades sindicais para os envolvidos por meio de simulação de contratos fictícios de trabalho.

Realmente, o Brasil é uma grande zorra e organizações criminosas pululam por todo canto. Mas o que está na raiz do problema? Além da impunidade, claro, a resposta óbvia é justamente o excessivo poder do estado, e a enorme concentração de recursos que transita por ele.

Se há uma caneta extremamente poderosa, que pode determinar o destino de milhões de reais para entidades sindicais, é natural imaginar que as moscas oportunistas vão rondar esse mel, e fazer o que for preciso, dentro ou fora da lei, para se lambuzar nele.

Só há uma solução estrutural, de longo prazo, que não seja ficar enxugando gelo: reduzir drasticamente o escopo estatal e cortar o cordão umbilical que liga governo a sindicatos. Ou seja, não só o fim do nefasto imposto sindical, que a reforma trabalhista fez e que já está sendo alvo de artimanhas para ressurgir de alguma forma, como introduzir o livre mercado no país, inclusive no mercado de trabalho.

Sindicatos são praticamente organizações criminosas que só focam nas vantagens dos próprios sindicalistas e seus companheiros políticos, jamais nos interesses dos verdadeiros trabalhadores. Esses precisam é de capitalismo liberal, não de fascismo.

Se um único registro sindical sai por R$ 4 milhões de propina, imagina o que não rola por baixo dos panos nesses esquemas bilionários envolvendo governo e sindicatos! E alguém ainda fica surpreso com nossa baixa produtividade?

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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