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Rodrigo Constantino

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Pioneiro dos Direitos Civis diz que esquerda morre de medo de “negros conservadores”

Clarence Henderson foi um pioneiro na luta pelos Direitos Civis nos Estados Unidos, e se declara um conservador. Em um discurso recente, em North Carolina, Henderson disse que os negros deveriam entrar para o Partido Republicano. Ele também disse que aquilo que o Partido Democrata mais teme são “negros conservadores”, o que desarma toda sua narrativa de único defensor das “minorias”.

Henderson não é um qualquer dizendo isso. Ele foi parte do famoso almoço de Greensboro, um protesto contra as leis segregacionistas da época. O ato de desafio era parte do movimento de 1960 em busca pela igualdade de direitos, e Henderson, o último à direita na foto, credita o Partido Republicano por ter lutado por esses direitos:

Atualmente Handerson é presidente do capítulo de North Carolina da Frederick Douglass Foundation, que tem como uma das metas aumentar o número de negros cristãos conservadores no Partido Republicano. Handerson afirma que o esforço tem sido um sucesso. Frederick Douglass foi um escravo que aprendeu a ler graças à esposa de seu “mestre”, e após entrar em contato com ideias libertárias e compreender a mensagem da Declaração de Independência, lutou pela abolição e se tornou um ícone da liberdade.

A maioria na comunidade negra vota nos democratas, mas há muita desinformação sobre seu histórico. A narrativa é falsa, e foram os republicanos que lutaram pelo fim da segregação. Os democratas olhavam e olham para as minorias como seus mascotes, como instrumentos de poder. Por isso criam dependência estatal, em vez de oferecer maiores oportunidades para uma verdadeira independência.

Foi o pai de Handerson que o levou para o caminho conservador, ao lhe ensinar que foram os democratas por trás da lei Jim Crow, enquanto o Partido Republicano estava por trás das emendas constitucionais que aboliram a escravidão e garantiram seu direito ao voto.

Handerson, que votou pela primeira vez em um republicano quando Bush filho foi candidato, apoiou abertamente a campanha de Donald Trump, o que levou a mídia mainstream ao desespero, e a tentativa de pressioná-lo em entrevistas foi clara, como podemos ver em alguns casos:

A entrevistadora tenta colocar o entrevistado contra a parede de uma forma que jamais veremos a CNN fazer com um democrata. Nessa outra entrevista, também na “Clinton News Network”, o entrevistador, um branco da elite “progressista”, vai ainda mais longe, e tenta dar lições sobre o racismo ao seu entrevistado, inconformado pelo apoio a alguém como Trump:

A existência de negros conservadores é um motivo de pânico na esquerda, justamente porque sua simples existência refuta toda a narrativa democrata, que busca monopolizar a preocupação com as “minorias”. É como um trabalhador, um “proletário” que defende o capitalismo: os marxistas só encontram uma saída para esse impasse: acusar o sujeito de alienado ou traidor. No caso do negro, seria um Uncle Tom moderno, alguém que aceitou fazer o trabalho sujo dos brancos, contra seu próprio “povo”.

Não passa pela cabeça dessa gente que o negro possa ser, efetiva e conscientemente, um conservador que entende como o Partido Republicano, historicamente, fez mais pela comunidade negra do que o Partido Democrata, que a defesa da Constituição e da liberdade econômica é o caminho, que adotar o paternalismo estatal gera apenas dependência e representa uma forma moderna de escravizar essas “minorias”.

Por isso os negros famosos, homens de negócios ou pensadores, como Thomas Sowell e Walter Williams, incomodam tanto os esquerdistas. Por isso os democratas brancos e ricos ficam tão irritados com sua simples existência. No Brasil, temos casos análogos, pois basta ver como um jovem Fernando Holiday, liberal, produz desespero nos socialistas, os mesmos que falam contra o racismo, mas não se importam de apelar a ele quando é para atacar seus opositores ideológicos.

Handerson compreendeu isso tudo muito bem, e por isso tem repetido que negros conservadores representam a maior ameaça ao Partido Democrata. Ele está certo, claro. O governo Obama, o “primeiro presidente negro”, fez muito pouco de concreto pelos negros em seus 8 anos, enquanto colocou milhões nos “Food Stamps”, uma espécie de Bolsa Família. Já o governo Trump começou entregando resultados melhores logo no primeiro ano, e nunca houve desemprego tão baixo entre os negros. Por que um negro deveria necessariamente apoiar a esquerda? Só porque a mesma esquerda repete, de forma cafajeste, que os conservadores são racistas?

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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