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Rodrigo Constantino

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Por que o governo deve ser financiado voluntariamente?

Por Roberto Rachewsky, publicado pelo Instituto Liberal

A ideia de que o governo deve existir para proteger os indivíduos que produzem daqueles que parasitam é boa.

Por lógica e coerência, se o governo tem esse objetivo, obviamente ele não pode contrariar o seu propósito.

Logo, o governo deve ser financiado voluntariamente por aqueles que querem que o governo os proteja dos parasitas e bandidos.

Como o governo vai saber quando agir?

Quando alguém que teve um direito seu violado assim pedir. Pode ser uma disputa a respeito de um contrato ou uma seguradora que quer que o governo investigue um assassinato.

Julgar quem está certo ou errado, quem é inocente ou culpado, requer, antes, que os fatos sejam investigados.

Cerceia-se a ação do governo nestes casos, porque acredita-se na presunção de inocência, na privacidade e no bom funcionamento do devido processo legal que visa proteger direitos para que esses não sejam violados pelo próprio governo.

Se o cuidado com os direitos de quem supostamente praticou um crime é essencial, o que podemos dizer quanto aos direitos daqueles que são inocentes, que nunca se envolveram com nada que não fosse lícito?

Desde o dia em alguém concebeu a ideia de que o governo não deveria se limitar apenas a essa função fundamental, para a qual tem legitimidade moral, mas poderia também aproveitar o uso do poder coercitivo que lhe foi outorgado para promover o estado de bem estar social extorquindo, espoliando e expropriando a população de suas rendas e bens, nossa vida tem se tornado moralmente um inferno, um escândalo.

Sim, os índices de desenvolvimento humano tem melhorado a cada ano. Isso é o que se vê. O que não se vê, é quanto melhor a vida de todos poderia ser se não usássemos a violência como política social e econômica.

Para sustentar esse estado de bem estar social e, principalmente, para sustentar a máquina estatal encarregada de colocar em prática essa ideia, vai se corroendo, corrompendo e degradando aquilo que era o objeto da existência do governo, a preservação dos direitos individuais.

Todas as sociedades que colocaram o estado de bem estar social acima dos direitos individuais, acabaram sem os direitos individuais e sem o bem estar social.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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