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É um espanto! Que há doutrinação ideológica e partidária nas salas de aula, todos sabem e ninguém razoável pode negar. Mas que esses doutrinadores disfarçados de professores sequer tentem simular que dão aulas, em vez de praticar lavagem cerebral e bancar o militante partidário, isso já é um absurdo que choca.

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Vejam o caso dessa professora de “jornalismo” da UERJ, chamada Patrícia Sobral de Miranda. Alguém pode imaginar o que rola dentro de sala de aula, se ela confessa assim, abertamente, nas redes sociais, como usa a língua para, no fundo, fazer campanha partidária? Eis o que ela escreveu:

E eis que a aula de hoje foi sobre colocação pronominal: próclise, ênclise e mesóclise.

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No primeiro caso, crio a expressão “situação ímã” pra identificar os casos em que o pronome oblíquo átono é atraído para a posição anterior ao verbo. Uma delas é quando o verbo é precedido por um adverbio. Exemplo: “Primeiramente se diz ForaTemer”. Mas não pode titubear. Se fizer uma pausa, colocando uma vírgula (e nesse caso, de advérbio antecipado, a vírgula é facultativa), aí já era a exigência da próclise. Exemplo: “Primeiramente, diz-se ForaTemer”.

Embalada pela ocorrência incidental dos exemplos anteriores, não me contive. Como ensinar mesóclise sem atrelar seu uso ao presidente golpista? Vejam como fica fácil assim: “Dar-te-ei um golpe e tornar-me-ei presidente sem um voto sequer”.

Só assim mesmo para o Temer servir de exemplo!

A “professora” ainda levou uma resposta na cara de pau dela que é humilhante, e tentou responder, fugindo pela tangente, apenas para sofrer nova humilhação:

Há apenas um erro na última sentença: se ele não houvesse sido escolhido pelo PT para ser vice na chapa de Dilma, ela não teria sido eleita. Negar que o PMDB tenha conseguido pelo menos uns míseros 2 milhõezinhos de votos é o mesmo que negar que não exista justamente este tipo de interesse quando se escolhe alguém – que mais tarde vai escancarar a incoerência absurda de sua escolha – para ser vice em uma chapa que concorre a um cargo majoritário. Sendo assim, a frase ficaria melhor se expressasse: Dar-me-ei um vice fisiológico e tornar-me-ei presidenta com a ajuda dos milhões de votos que ele granjear-me-á.

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Vejo que você, tanto quanto o vosso presidente “golpisto”, é exímio esgrimista de prosopopéias.

Ele não é meu presidente. Tanto quanto ela não era minha. E não faço prosopopéias. Apenas dou a César o que de Cesar lhe-é.

Ou seja, lógica não é o forte da “professora”, mas proselitismo ideológico sim. E depois alguém fica espantado com o (baixo) nível dos nossos jornalistas? São (de)formados por “professores” assim!

É preciso compreender o estágio avançado dessa doutrinação, a ponto de nem deixar mais com vergonha seus militantes, para entender a importância do projeto Escola Sem Partido e por que ele tem sido alvo de tantos ataques enfurecidos da esquerda, que tanta ridicularizar seus defensores. Essa turma quer continuar dando “aulas” desse tipo, até o dia em que o Brasil for como a Venezuela. Aí sim, não haverá governo “golpista”…

Rodrigo Constantino

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